"The Economist" anuncia apoio a Hillary Clinton

A "Economist" acusa Trump de ter tentado explorar a seu favor as tensões raciais dos EUA

Hillary ClintonHillary Clinton - Foto: Jewel Samad/AFP

A revista "The Economist" anunciou em sua última edição o apoio à candidata Hillary Clinton para presidente dos EUA. De acordo com a publicação britânica, a escolha não foi difícil, já que a "campanha forneceu evidências diárias de que Trump seria um presidente terrível".

A "Economist" acusa o candidato republicano de ter tentado explorar a seu favor as tensões raciais dos EUA. Além disso, "sua experiência, temperamento e caráter o fazem terrivelmente inadequado para ser o chefe de Estado da nação que o resto do mundo democrático procura por liderança, o comandante em chefe das Forças Armadas mais poderosas do mundo e a pessoa que controla o arsenal atômico da América". "Nosso voto, então, vai para Hillary Clinton", escreve a revista. "Aqueles que simplesmente a rejeitam porque ela é um Clinton (...) não estão prestando atenção na torpeza da alternativa".

Segundo a "Economist", "Hillary é uma candidata melhor do que parece e a mais adequada para lidar com o estado terrível da política de Washington do que seus críticos admitirão. Ela também merece prevalecer por seus próprios méritos".
A crença de Hillary de provocar mudanças através de passos pequenos e incrementais, afirma a revista, faz com que ela se adapte bem à Presidência, mesmo que essa mesma característica a tenha atrapalhado na campanha, onde "os candidatos agora devem inspirar".

A "Economist" assinala ainda que a eleição de Hillary seria revolucionária em um certo sentido, já que ela seria a primeira presidente norte-americana em 240 anos de independência. "Essa não é uma razão decisiva para votar nela, mas seria uma verdadeira conquista".

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