Tragédia na abertura do campeonato angolano deixa 17 mortos e 56 feridos

O presidente angolano, José Eduardo dos Santos, ordenou abertura de investigação para apurar as causas da tragédia

Autoridades angolanas anunciaram a abertura de uma investigação para apurar um tumulto no estádio de Uíge, noroeste de Angola, que deixou 17 mortos e 56 feridos, nesta sexta (10).

O presidente angolano, José Eduardo dos Santos, ordenou abertura de investigação para apurar as causas da tragédia. "Expresso minha solidariedade as famílias que tiveram seus parentes mortos e tenham todo o apoio necessário da Província de Uige, além de abrir inquérito para se estabelecer as causas do incidente", declarou Santos.

O Ministério dos Esportes de Angola também solicitou a associação de futebol e a autoridades locais a abertura de investigação. A tragédia ocorreu na entrada do estádio onde o time Santa Rita recebia o Recreativo do Libolo, na abertura do campeonato angolano.

"Durante a partida, quando as duas equipes já estavam em campo, torcedores tentaram entrar no estádio para assistir ao jogo. O portão cedeu com a pressão e 17 pessoas morreram no tumulto", afirma um comunicado do clube visitante.
"Várias crianças morreram", declarou o porta-voz da polícia, Orlando Bernardo.
Ernesto Luis, diretor-geral do hospital local, afirmou que as pessoas ficaram sufocadas no esmagamento. "Algumas pessoas tiveram que andar por cima de outras", disse.

Testemunhas disseram que a multidão tentando acesso teria levado o estádio além de sua capacidade de 8.000 pessoas. A partida foi interrompida e terminou com a vitória do Recreativo por 1 a 0.

OUTRAS TRAGÉDIAS

Em 2009, 19 pessoas morreram na capital econômica da Costa do Marfim, Abidjan, depois de um tumulto em um jogo de qualificação para a Copa do Mundo 2010 entre Costa do Marfim e Malauí. Em 2001, uma debandada também matou 127 torcedores em Accra, capital de Gana.

Em maio de 1964, 320 pessoas morreram e mais de 1.000 ficaram feridas em um tumulto no estádio de Lima, durante uma partida entre Peru e Argentina. Os torcedores que não conseguiram escapar foram pisoteadas ou asfixiados.

Nos anos 80, a Europa não foi poupada de tais tragédias, particularmente a Grã-Bretanha. Em 1985, um incêndio no estádio Valley Parade matou 56 pessoas, enquanto quatro anos mais tarde, 96 pessoas morreram em Hillsborough.
A maior tragédia continua sendo a de Heysel, onde, em 29 de maio de 1985, por ocasião da final da Taça da Europa entre Liverpool e Juventus, 39 pessoas morreram e 458 ficaram feridas em um terrível tumulto causado por hooligans ingleses.

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