Trump diz que Europa vive “bagunça”

A política de imigração dos Estados Unidos diz respeito ao governo dos Estados Unidos

Grupos protestam contra TrumpGrupos protestam contra Trump - Foto: Zack Gibson/AFP

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem, em mensagem no Twitter, que o país precisa de fronteiras fortes e que a Europa e o mundo vivem uma “bagunça”.

“Nosso país necessita de fronteiras fortes e controle extremo. Agora. Veja o que está acontecendo na Europa e no mundo - uma terrível bagunça!”, disse Trump na rede social.

O presidente postou a mensagem após uma juíza ter determinou, na noite do sábado, a permanência nos Estados Unidos de refugiados e imigrantes de sete países muçulmanos que estavam prestes a serem deportados em razão de uma ordem executiva de Trump que barra a entrada de cidadãos do Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen. A ordem foi anunciada na última sexta-feira e entre 100 e 200 pessoas que estavam em voos para os Estados Unidos ou já se encontravam em solo americano foram detidas e aguardavam ser deportadas, apesar de terem visto para entrar no país.

Críticas e protestos
A aplicação do decreto anti-imigração provocou diversas manifestações de repúdio nos Estados Unidos e reações críticas de vários países e lideranças políticas, segundo a Radio France Internacionale.Protestos também foram realizados nos aeroportos de Dulles, perto de Washington, Chigago (Norte), São Francisco (Oeste), Los Angeles (Sudoeste) e Dallas (Sul).

A chanceler alemã Angela Merkel considerou que não são “justificadas” as medidas de restrição à imigração adotadas nos Estados Unidos por Donald Trump. “Ela está convencida que mesmo no âmbito da luta indispensável contra o terrorismo, não é justificado suspeitar de maneira generalizada as pessoas em função de sua origem ou crença”, disse o porta-voz Steffen Seibert, citado pela agência de notícias DPA.

 A declaração da chanceler é feita no dia seguinte ao contato telefônico que a líder teve com o presidente americano. O comunicado emitido após a conversa não menciona as novas restrições impostas pela Casa Branca.

Depois de ter sido muito criticada pela recusa em comentar a decisão do governo americano, a primeira-ministra britânica Theresa May, que esteve reunida durante a semana com Donald Trump, se posicionou ontem sobre o decreto anti-imigração.

“A política de imigração dos Estados Unidos diz respeito ao governo dos Estados Unidos, da mesma maneira como a nossa deve ser fixada pelo nosso governo. Mas não estamos de acordo com esse tipo de abordagem”, declarou um porta-voz de Downing Street. Londres afirma que irá “intervir junto ao governo americano” se a política de imigração tiver um impacto sobre os cidadãos britânicos.

 

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