A-A+

Trump diz que morte de general foi para parar uma guerra, não começar

A morte de Soleimani causou tensão nesta sexta-feira entre líderes mundiais devido ao risco da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã

Donald TrumpDonald Trump - Foto: Alex Wong/AFP

O presidente Donald Trump fez um pronunciamento na noite dessa sexta (3) em que disse que o ataque dos Estados Unidos que resultou na morte, no Iraque, do general Qassem Soleimani, um militar de alta patente do Irã, foi uma ação para parar e não para começar uma guerra. A morte de Soleimani causou tensão nesta sexta-feira entre líderes mundiais devido ao risco da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Durante o pronunciamento, Trump classificou Soleimani como “o terrorista número 1 do mundo” e disse que o iraniano estava planejando ataques terroristas contra diplomatas e militares norte-americanos. “Sobre nossa política contra terrorista que ameaçam ou pretendem ameaçar qualquer americano, nós vamos encontrá-lo e eliminá-lo”, disse o presidente.

Leia também:
Trump assumiu com Soleimani riscos que seus antecessores evitaram
Trump diz que EUA acabaram com general iraniano, mas não querem mudar regime
Milhares de pessoas participam do funeral de general iraniano assassinado pelos EUA


Trump responsabilizou Soleimani pelos ataques a alvos dos EUA no Iraque, incluindo ataques a mísseis e o ataque à embaixada em Bagdá. “Soleimani perpetuou atos de terrorismo para desestabilizar o Oriente Médio pelos últimos 20 anos”.

O presidente disse que o ataque que resultou na morte de Soleimani deveria ter sido feito há muito tempo. “Muitas vidas teriam sido salvas. Recentemente Soleimani liderou a repressão brutal contra protestos no Irã em que mais de mil civis inocentes foram torturados e mortos pelo governo errado.”

Trump disse ter um profundo respeito pelo povo iraniano e que não procura uma mudança de regime. “Entretanto o uso do regime iraniano de ações para desestabilizar seus vizinhos deve acabar e deve acabar agora. O futuro pertence ao povo do Irã, àqueles que procuram coexistência pacífica e cooperação, não os terroristas lordes da guerra”.

Veja também

G20: Brasil vai priorizar temas como saúde, tecnologia e meio ambiente
Brasil

G20: Brasil vai priorizar temas como saúde, tecnologia e meio ambiente

ONU teme 'crimes hediondos em massa' em Mianmar
Direitos Humanos

ONU teme 'crimes hediondos em massa' em Mianmar