Trump promete deportação imediata de três milhões de imigrantes

Trump fez da segurança na fronteira entre México e Estados Unidos um dos pontos centrais de sua campanha eleitoral

Ato em defesa dos direitos dos trabalhadores na Praça do Derby.Ato em defesa dos direitos dos trabalhadores na Praça do Derby. - Foto: Brenda Alcântara/Folha de Pernambuco

Os primeiros a ir embora serão até três milhões de imigrantes ilegais e com ficha criminal. É assim que o presidente eleito, Donald Trump, pretende iniciar seu plano de deportação em massa de estrangeiros que vivem nos EUA sem autorização, após tomar posse, como foi anunciado neste domingo (13).

"O que estamos fazendo é pegar os criminosos e os que tenham antecedentes criminais, traficantes [...], provavelmente dois ou três milhões de pessoas que vamos tirar do país ou prender", disse em entrevista ao programa de TV "60 Minutes", que foi ao ar neste domingo (13). Estima-se que 11 milhões de imigrantes ilegais vivam nos EUA.

O discurso duro com imigrantes era o auge da empolgação em seus comícios, quando a multidão bradava: "Construa o muro!". A promessa de erguer uma barreira na divisa com o México, contudo, foi relativizada. Trump agora se diz disposto a instalar grades ou cercas em certos trechos em vez do "lindo e alto muro", com até 15 metros de altura, que defendeu na campanha.

Só após expulsar a leva criminal ele pensará no que fazer com "as pessoas incríveis" que vivem nos EUA sem ficha corrida, mas ilegalmente, afirmou. Uma mudança e tanto de tom, dado que Trump anunciou sua candidatura massacrando mexicanos: "Eles trazem drogas, crimes, são estupradores e alguns, presumo, boas pessoas".

No mesmo dia, o presidente da Câmara, o também republicano Paul Ryan, afirmou que Trump não planeja montar uma "força" para caçar imigrantes em suas casas. "Devemos acalmar as pessoas: este não é nosso foco. Nosso foco é proteger a fronteira."

Chefe de gabinete
Também neste domingo, Trump anunciou que o presidente do Partido Republicano, Reince Priebus, será seu chefe de gabinete. A escolha de um nome do quadro partidário para um posto-chave de sua administração é um aceno ao establishment da sigla.

Durante as prévias partidárias, Priebus não tinha a melhor das relações com Trump. O empresário chegou a acusá-lo de ser conivente com aqueles que tentavam derrubá-lo. "Priebus deveria ter vergonha, porque ele sabe o que está acontecendo", disse em abril.

Os dois se aproximaram nos últimos meses, e o republicano foi recompensado com um dos postos mais altos da futura Casa Branca (equivalente, no Brasil, a ministro da Casa Civil).

Priebus é visto como uma ponte com congressistas republicanos. O partido manteve maioria na Câmara e no Senado, e a nomeação seria uma forma de garantir boa relação entre Executivo e Legislativo.

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