Trump tenta limitar programa de vistos usado no setor tecnológico

O plano inclui medidas anunciadas nesta segunda-feira (3) para detectar casos de "fraude e abuso" do programa de vistos H-1B

Donald TrumpDonald Trump - Foto: Jim Lo Scalzo/Epa Pool/AFP

O governo do presidente americano, Donald Trump, anunciou um plano para limitar um programa de visto para trabalhadores imigrantes qualificados usado frequentemente pelo Vale do Silício para atrair trabalhadores do setor tecnológico.

O plano inclui medidas anunciadas nesta segunda-feira (3) para detectar casos de "fraude e abuso" do programa de vistos H-1B, e uma advertência do Departamento de Justiça para que as empresas não discriminem aos trabalhadores americanos.

Diretrizes publicadas na semana passada indicam uma definição mais clara dos níveis de habilidades requeridas para os programadores que poderiam beneficiar-se desse visto temporário, pensado para os trabalhos que não podem ser realizados por americanos.

A decisão coincide com a abertura nos Estados Unidos do compartilhamento anual de vistos H-1B - com uma quota de 85.000 que geralmente voam a cada ano, principalmente em empresas de tecnologia - e depois que Trump prometeu durante a campanha limitar o número de imigrantes para ocupar postos de trabalho nos Estados Unidos. Os empregadores podem ser processado caso privilegiem trabalhadores beneficiários do visto H-1B em relação aos americanos.

"O Departamento de Justiça não tolerará que os empregadores abusem do processo de visto H-1B para discriminar os trabalhadores americanos", informou o procurador-geral adjunto, Tom Wheeler, em uma declaração.

O visto temporário H-1B tem uma validade de três anos e pode ser renovado por outros três. Os Serviços de Cidadania americana e Imigração (USCIS) disseram que tomariam "múltiplas medidas para dissuadir e detectar fraudes e abusos do visto H-1B".

"O programa de visto H-1B deveria ajudar as empresas americanas a contratar estrangeiros altamente qualificados quando há escassez de trabalhadores qualificados no país", disse a agência em uma declaração nesta segunda-feira.

"Ainda assim, muitos trabalhadores americanos tão qualificados, empenhados e que merecem trabalhar nessas áreas foram ignorados ou desfavorecidos", acrescentou.

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