Uruguai libera visita de família de ex-prisioneiro de Guantánamo

Em julho, o sírio chegou a viajar, por dentro do território brasileiro, até a Venezuela, onde esperava receber apoio para tentar reencontrar sua família

O chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, disse que seu governo autorizou que familiares do ex-prisioneiro de Guantánamo Jihad Diyab fossem ao Uruguai para se reencontrar com o sírio.

"Há uma coordenação com a Cruz Vermelha para que sua família venha ao país", disse Nin Novoa à reportagem após um evento em São Paulo com a presença do presidente Tabaré Vázquez.

O chanceler confirmou que Diyab terminou a greve de fome no fim de outubro após 68 dias sem comer nada. Em parte desse período ele também não ingeriu líquidos.
O ex-prisioneiro chegou a entrar em coma por conta da greve de fome, feita para pressionar o governo do Uruguai a enviá-lo à Turquia ou a outro país para se reencontrar com a mulher e as três filhas.

Diyab é um dos seis ex-prisioneiros de Guantánamo que chegaram ao país em dezembro de 2014. Ele já tinha a saúde bastante debilitada após fazer uma longa greve de fome na prisão americana e ser submetido a alimentação forçada com sonda.

Em julho, o sírio chegou a viajar, por dentro do território brasileiro, até a Venezuela, onde esperava receber apoio para tentar reencontrar sua família. Ele foi "devolvido" ao Uruguai depois de um mês.

Como todos os outros ex-prisioneiros de Guantánamo, Diyab tem status de refugiado no Uruguai e não é impedido de deixar o país.

O sírio foi preso em 2002, no Paquistão, suspeito de ligação com a Al Qaeda. Ficou 12 anos em Guantánamo, sem nenhuma acusação formal.

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