Venezuela terá nova eleição para Assembleia Constituinte em dois municípios

A oposição venezuelana não participou da disputa por considerá-la fraudulenta

Tibisay LucenaTibisay Lucena - Foto: Reprodução/ Wikipédia

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela realiza novamente, no próximo dia 13, a eleição para a Assembleia Nacional Constituinte em dois municípios a fim de definir os sete representantes que faltam para o total de 545, informou nessa quinta-feira (3) a presidente do órgão, Tibisay Lucena.

Segundo ela, o diretório do CNE estudou vários casos de municípios onde houve episódios de violência no último domingo (30), durante a votação, que deixaram pelo menos dez mortos.

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Apesar de os adeptos do chavismo terem solicitado a repetição das eleições em cinco dos 335 municípios, a CNE aprovou a realização apenas para os eleitores das cidades de Miranda, no estado de Mérida, e Francisco de Miranda, em Táchira, ambas na Região Oeste.

Nesses locais serão escolhidos dois representantes - um em cada área, - e serão esperados os resultados para definir os ganhadores de cinco cadeiras por meio da votação setorial: quatro pelo grupo dos aposentados e um pelo dos empresários.

Os integrantes da ANC foram eleitos por votação territorial, um em cada município e dois por cada capital de estado; e por votação setorial, onde grupos formados por estudantes, trabalhadores rurais e funcionários públicos, entre outros, elegeram seus representantes.

A oposição venezuelana não participou da disputa por considerá-la fraudulenta e, entre outras razões, por não incluir um referendo prévio como ocorreu em 1999, quando foi sancionada a atual Carta Magna.

Diversos governos rechaçaram o resultado dessa eleição e endureceram as críticas depois de a empresa responsável pela recontagem de votos na Venezuela, a Smartmatic, denunciar que houve manipulação nos dados de participação popular: 41,43% do censo eleitoral, segundo a CNE, ou 8 milhões de cidadãos.

A instalação da Assembleia Constituinte está prevista para hoje na sede do Parlamento, de maioria opositora. Manifestações pró e contra foram marcadas em várias partes do país.

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