'Vocês têm um amigo na Casa Branca', diz Trump a defensores de armas

Trump é o primeiro presidente desde Ronald Reagan, em 1983, a falar no evento da Associação Nacional de Rifles da América

Donald Trump falou em evento da Associação Nacional de Rifles da América; uma das pautas da campanha do republicano foi o armamento da populaçãoDonald Trump falou em evento da Associação Nacional de Rifles da América; uma das pautas da campanha do republicano foi o armamento da população - Foto: Scott Olson/Getty Images North America/AFP

Em um discurso com clima de campanha eleitoral, o presidente americano, Donald Trump, reassegurou seu apoio ao lobby pró-armas nesta sexta-feira (28), véspera do seu centésimo dia de governo.

"Vocês têm um verdadeiro amigo na Casa Branca", disse o republicano durante a conferência anual da NRA (Associação Nacional de Rifles da América, na sigla em inglês), em Atlanta, na Geórgia. "Vocês me apoiaram, eu vou apoiar vocês."

Trump é o primeiro presidente desde Ronald Reagan, em 1983, a falar no evento da NRA. Segundo ele, "os oito anos de ataques às liberdades da Segunda Emenda chegaram ao fim", em referência à emenda da Constituição dos EUA que prevê o direito dos cidadãos a portar armas.

Em sua campanha presidencial, o republicano defendeu expandir leis que favoreçam portadores de armas e retirar restrições sobre compradores e vendedores, movimento contrário ao do ex-presidente democrata Barack Obama, que queria maior rigor para evitar episódios de massacres a tiros.

A NRA pressiona hoje por uma lei federal que torne válido nacionalmente o registro de posse de armas emitido por um Estado americano. Críticos afirmam que a medida enfraqueceria os padrões de segurança, pois os critérios para posse de uma arma variam de acordo com o Estado atualmente.

No ano passado, o então pré-candidato republicano também participou da conferência anual da NRA e se vangloriou de possuir duas armas e de seus dois filhos adultos serem ávidos caçadores.

Já oficializado candidato do partido, Trump afirmou em agosto que "o pessoal da Segunda Emenda" poderia agir contra a rival democrata Hillary Clinton. A declaração foi interpretada como um chamado à violência contra Hillary, algo negado pelo republicano.

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