Música pode ajudar no alívio das tensões

Presente em diversas atividades do cotidiano, a música está relacionada ao bem-estar e ao relaxamento e estimula as atividades cerebrais

Ilza Câmara explica que a musicoterapia é usada de acordo com o objetivo ou tratamento do pacienteIlza Câmara explica que a musicoterapia é usada de acordo com o objetivo ou tratamento do paciente - Foto: Leo Malafaia

A música é uma das expressões culturais mais populares do planeta. Com o aumento da adesão aos smartphones e dos serviços de streaming - YouTube, Deezer, Spotify, Tidal e outros aplicativos relacionados -, ela pode ser ouvida no trânsito, no trabalho, na academia e nas diversas atividades executadas pelo ser humano no cotidiano.

De acordo com especialistas, o envolvimento com a música pode ajudar no alívio das tensões que atingem o corpo. Relacionada aos momentos de bem-estar e relaxamento, a expressão artística também estimula as atividades cerebrais, ajuda no combate ao estresse e outros transtornos mentais, e alivia sintomas que atingem o corpo como um todo. O engenheiro de software, Henrique Andrade, 27 anos, usa a expressão musical como um impulso para as atividades que realiza no dia a dia.



 

Henrique usa a música como impulso para as atividades diárias

Henrique usa a música como impulso para as atividades diárias - Crédito: Leo Malafaia/Folha de Pernambuco

 

“Uso a música com percussão marcada quando estudo matemática e programo, por exemplo. Ouço para me estimular a entrar no clima de algumas atividades, quando, por exemplo, escuto as mais agitadas para fazer exercícios e me animar. Andando de bicicleta, eu uso a expressão em um dos ouvidos, apenas, para me manter menos assustado com o barulho e o ar deslocado dos veículos que passam ao lado. Acredito que a música ocupa um lugar de ferramenta na minha vida. Dificilmente, paro para ouvir a música apenas, gosto da ideia de usá-la como trilha sonora da vida”, relata o engenheiro.

Além de proporcionar momentos de relaxamento no cotidiano das pessoas, as canções podem ser usadas em tratamentos de diversas causas. A musicoterapeuta, Ilza Câmara, explica que a música é usada de acordo com o objetivo ou tratamento do paciente. “Particularmente, trabalho com a música em forma de estímulo. Ela funciona como um meio para atingirmos um objetivo. Uso a música como reflexão de um estado de humor, como sensibilizadora de emoções, como representação de um momento vivido, no exercício e no estímulo da memória, como estímulo motor e tátil, e pacientes em busca da concentração”, afirma.

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Um dos pontos esclarecidos pela musicoterapeuta é a integração da área com profissionais de outras especialidades de saúde. “Em conjunto com psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos etc.”, explica. Embora esteja atrelada à terapia e ao uso convencional na saúde, a expressão provoca alívio e emoções distintas a quem produz também.

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Ana Carla se reafirmou enquanto mulher através da música

Ana Carla se reafirmou enquanto mulher através da música - Crédito: Leo Malafaia/Folha de Pernambuco

 

 

Como é o caso da redatora, Ana Carla Santiago, 23, que é envolvida com grupos musicais desde os 18 anos. “Quando eu toco, é como se eu estivesse saindo da realidade, sabe? A música me faz bem de diversas formas. Eu tenho ansiedade e sei como ela me ajuda a aliviar os sintomas e também o estresse”, diz a redatora, que toca agogô, alfaia, agbe e pandeiro.

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