Na Europa, escolas vão reabrir com distanciamento entre alunos

Com uma das maiores taxas de mortalidade da Europa, Holanda é o sétimo país europeu a adotar medida, que tem início em 1º de maio

Bruno Bruins, ministro da saúde holandês, e Arie Slob, ministro da educaçãoBruno Bruins, ministro da saúde holandês, e Arie Slob, ministro da educação - Foto: AFP

A Holanda se tornou o sétimo país europeu a anunciar a volta das aulas, após 51 dias de fechamento das escolas para combater a transmissão do coronavírus. O plano de abertura, anunciado nesta terça-feira (21), começa em 1º de maio, com creches e ensino fundamental.

Como nos outros seis países que também já retomaram aulas (Dinamarca e Noruega) ou anunciaram prazo para isso (Alemanha, Áustria, França e Islândia), haverá medidas de distanciamento físico.

Na Holanda, a solução para permitir a volta das aulas foi dividir as turmas em dois turnos, um pela manhã e outro à tarde.

Na França, as turmas terão no máximo 15 alunos quando as escolas reabrirem. O número é a metade da ocupação média das classes antes da pandemia de coronavírus.

A retomada das aulas vai começar com crianças entre 5 e 11 anos de idade, em 12 de maio. A partir do dia 17, começam a voltar alunos a partir de 12 anos, até a reabertura total, em 25 de maio.

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Nos dois países que já reabriram escolas na Europa, elas ficaram fechadas por um mês. Telejornais mostraram a visita da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, a uma escola infantil onde cada criança ocupava apenas uma mesa, a pelo menos dois metros de distância de outros colegas.

No caso dos países que apenas anunciaram reabertura, o período sem aulas varia de 49 dias (Islândia) a 61 dias (Áustria).

Na Holanda, o fechamento de lojas, cafés e restaurantes foi prorrogado até pelo menos 19 de maio. Eventos públicos ficarão proibidos até 1º de setembro.

Até esta terça, 16 países europeus já começaram uma retomada gradual das atividades, e outros quatro fizeram anúncios.

Entre esses países, as durações das quarentenas variam de 16 dias, no caso da Eslováquia (a primeira a introduzir algum relaxamento, embora mínimo, permitindo a abertura de algumas lojas não essenciais em 28 de março) e 55 dias, tempo que terá ficado parada a França quando retomar algumas atividades em 11 de maio.

Com 22 mortes por 100 mil habitantes, a Holanda tem uma das maiores taxas de mortalidade por Covid-19 da Europa, embora bem abaixo das 45/100 mil na Espanha ou 41/100 mil na Itália. Até esta terça, registrava 34.134 casos e 3.916 mortes.

O país já realizou 1.000 testes por 100 mil habitantes, um dos menores índices do continente. Como comparação, a Noruega fez 2.680 e a Alemanha, 2.063.

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