Naná é reverenciado na abertura do Carnaval do Recife

Com vários shows, o espetáculo deste ano homenageia, entre outros artistas, o músico falecido Naná Vasconcelos

Maracatu na abertura do Carnaval do RecifeMaracatu na abertura do Carnaval do Recife - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A abertura do Carnaval do Recife de 2017, que acontece no Marco Zero, espalha alegria na noite desta sexta-feira (24) no Bairro do Recife. Com vários shows, o espetáculo deste ano reverenciou o músico falecido Naná Vasconcelos, o cantor Almir Rouche e a tribo indígena Carijós. A festa começou às 18h e já enche as ruas do Bairro do Recife com os foliões, que continuam chegando.

 As homenagens a Naná rechearam o primeiro momento da festa. Pela primeira vez em 16 anos, o consagrado percussionista não regeu a abertura do Carnaval e, em sua memória, 13 nações de maracatu se reuniram ao Grupo Voz Nagô e o cantor Lenine para lembrar o artista querido. Durante vários momentos do show, o nome de Naná foi dito pelas cantoras do Grupo Voz Nagô. Já o cantor e compositor Lenine lembrou bastante o artista em seu depoimento à imprensa, “Termina sendo um momento também de conquista dele (Naná). Mesmo com a ausência dele, a gente ter tido esse espetáculo, todos reunidos. Então, hoje a noite vai ser essa celebração em nome dele”, explicou o cantor que apresentou, entre outras, a música “ A Ponte”.

Os foliões também estavam sentindo toda a energia da homenagem ao cantor. “Este carnaval sem Naná foi um pouco triste, mas foi gratificante, porque tudo relembra ele. E as nações estão de parabéns, Recife está em festa”, afirmou a técnica de enfermagem Iris Maria de Albuquerque, 60 anos, que veio curtir a abertura.

O cantor Almir Rouche disse achar o carnaval do Recife “o melhor e maior de rua do planeta, simplesmente” e que está se sentindo “regozijado” com o espetáculo em sua homenagem, no qual ele também se apresenta. “Eu tô feliz para caramba, muito feliz. É é a realização de um trabalho, a concretização de um trabalho de mais de 30 anos de carreira. A gente sabe que a responsabilidade é grande, mas a gente tá preparado para essa responsabilidade, vamos fazer um grande show”, afirmou o cantor.

Já a cantora baiana Virgínia Rodrigues disse que era uma “honra muito grande” estar se apresentando nessa abertura. “É um carnaval bonito, o povo gosta de carnaval, uma festa bonita, onde todos honram as suas raízes e isso é muito importante”, contou a cantora.



À tarde

A movimentação no Bairro do Recife começou cedo, desde o início da tarde, com os foliões caminhando e brincando em troças.  Na Rua do Bom Jesus, um bloco passava tocando frevo e convidando a todos para cair no passo. A alegria da folia de Momo começava aos poucos a tomar as ruas do Bairro do Recife. Confetes e serpentinas faziam a alegria da garotada; para os adultos, o bom mesmo foi ouvir músicas da terra enquanto conversava com amigos. Para os turistas tudo é novidade.

A roupa colorida do seu João Paulo, 54, denunciou seu gosto pelo carnaval. Ele aproveitou a folga do trabalho e veio espiar a festa na rua. “Recife é um carnaval. Nesta época do ano, o Bairro do Recife se transforma e essa transformação tá mostrada aqui, pode ver que ainda de tarde já todo mundo se divertindo”, falou.


Enquanto os blocos iam se juntando no Recife Antigo, na Ponte Duarte Coelho muitos foliões já se aglomeravam para fazer selfie com o galo. Uma orquestra também animava o local, que tinha até um boneco gigante. Rosana Rocha, 53, estava acompanhada da mãe, Dona Jacira, para tirar uma foto com o rei do carnaval.

Do outro lado da ponte, o trânsito começava a ficar complicado. As pessoas já desciam dos veículos para seguir a pé. Os estandartes passavam embaixo da estrutura do galo maestro. Com o sorriso estampado no rosto Lucélia Araújo, 40, dizia “Enfim, arnaval”.

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