[NÃO ABRIR] 7 curiosidades sobre o futebol feminino

Com a Copa do Mundo acontecendo na França é a hora de trazermos alguns fatos interessantes sobre a modalidade

MartaMarta - Foto: Divulgação

Em 1991, apenas 12 equipes competiram, antes de a equipe se expandir para 16 equipes em 1999. Neste ano, 24 times competem, com a África do Sul, Chile, Escócia e Jamaica fazendo sua estreia na competição.

Entre 1941 e 1979 as mulheres eram proibidas de praticar futebol no Brasil. Seguindo o (mau) exemplo de outros países - como a Inglaterra que baniu as mulheres dos campos em 1921 - o governo de Getúlio Vargas instituiu o decreto-lei 3.199 de 14 de abril de 1941 que afirmava “Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país”. Após quatro décadas, a regulamentação do futebol feminino veio em 1983 graças à luta das jogadoras e a relevância econômica internacional. O ano de 2019 está vendo o grande potencial que o futebol feminino tem. A Copa do Mundo que ocorre na França está batendo recordes de audiência, presença de público nos estádios, menções nas redes sociais e até resultados dentro de campo.

Com esses números positivos e de esforços da FIFA e das federações nacionais para um maior apoio, é esperado um aumento no número de praticantes e que a modalidade atraia ainda mais fãs.

E, já que estamos mais atentamente acompanhando todos os jogos, reunimos os sete principais destaques da história do futebol feminino que todos os entusiastas de futebol ou fãs novatos devem saber.

1. O futebol feminino foi proibido no Brasil em 1941

Futebol feminino

Futebol feminino - Crédito: Divulgação

Entre 1941 e 1979 as mulheres eram proibidas de praticar futebol no Brasil. Seguindo o (mau) exemplo de outros países - como a Inglaterra que baniu as mulheres dos campos em 1921 - o governo de Getúlio Vargas instituiu o decreto-lei 3.199 de 14 de abril de 1941 que afirmava “Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país”. Após quatro décadas, a regulamentação do futebol feminino veio em 1983 graças à luta das jogadoras e a relevância econômica internacional.

2. Michael Jackson e a bola 

Futebol feminino

Futebol feminino - Crédito: Divulgação


Depois desse período de 38 anos sem a permissão de jogar futebol as mulheres puderam retornar aos gramados em 1983, e foi quando Mariléia dos Santos começou a jogar. Mas, o que isso tem a ver com o Rei do Pop, você deve estar se perguntando? Na época, a estrela da música estava no auge da carreira e, durante um treino de Mariléia, o narrador Luciano do Valle disse que a jogadora seria uma grande atleta e a ‘batizou’ com o mesmo nome do Rei do Pop. Foi considerada a "Pelé" do futebol feminino, uma das principais atletas desse esporte nas décadas de 80 e 90, e uma das que abriram as portas para essa modalidade esportiva no Brasil, jogando a Copa do Mundo de 1991 e nas Olimpíadas de 1996. Alega-se que teria marcado 1574 gols ao longo de sua carreira.

3. Copa do Mundo quase trintona

 

Futebol feminino

Futebol feminino - Crédito: Divulgação

 

A primeira Copa do Mundo de futebol feminino foi realizada em 1991, na China - 61 anos após o primeiro torneio masculino. As eleção dos Estados Unidos foi a primeira vencedora. Até agora, a equipe americana tem três títulos, a Alemanha tem dois e a Noruega e o Japão tem um campeonato cada. O Brasil tem como melhores resultados um terceiro lugar em 1999 e em 2007 foi vice-campeã. 

4. Campeonato em crescimento

Futebol feminino

Futebol feminino - Crédito: Divulgação


Em 1991, apenas 12 equipes competiram, antes de a equipe se expandir para 16 equipes em 1999. Neste ano, 24 times competem, com a África do Sul, Chile, Escócia e Jamaica fazendo sua estreia na competição.

 

5. Highlander dos campos

Formiga

Formiga - Crédito: Divulgação


A meio-campista brasileira Formiga estabeleceu um novo recorde em 2019, quando entrou em campo na estreia contra a Jamaica participou da sétima edição de Copa do Mundo, nenhum jogador esteve em tantas Copas, nem no masculino – ela disputou a primeira em 1995, aos 17 anos. Além disso, ela é a jogadora mais velha a entrar em campo em um Mundial, com 41 anos de idade completados em março.

6. Quebrando todos os recordes

Marta

Marta - Crédito: Divulgação


A edição de 2019 já viu dois grandes recordes serem quebrados. A maior goleada da história das Copas que até então era Alemanha 11 x 0 Argentina, em 2007 agora é passado. A seleção dos Estados Unidos fez 13 x 0 na Tailândia fase de grupos de 2019 e agora é a atual detentora da marca. Só a atacante Alex Morgan fez cinco gols nesse jogo. Falando em marcar gols, a brasileira Marta, detentora de seis bolas de ouro de melhor jogadora do ano da FIFA também fez história ao marcar, de pênalti, seu 17º gol em Copas do Mundo na partida contra a Itália, quebrando o recorde de mais tentos marcados tanto no feminino quanto no masculino. Antes dela, o alemão Klose era o maior marcador com 16 gols nos torneios. 

7. Tirando a camisa

Futebol feminino

Futebol feminino - Crédito: Divulgação


Quando Brandi Chastain marcou o último gol na disputa de pênaltis que levou os EUA ao bicampeonato mundial contra a China ela não se conteve e comemorou tirando a camisa e mostrando seu top para o mundo todo. Sua comemoração na frente das câmeras e de 90 mil pessoas presentes no estádio Rose Bowl, na Califórnia, fez da vitória um dos momentos mais emblemáticos da história do esporte. Ao ser perguntada sobre o que a levou a celebrar desta forma incomum - pelo menos para uma jogadora ela afirmou: "Insanidade momentânea, nada mais nada menos. Eu não estava pensando em nada. Só que este é o melhor momento da minha vida no campo de futebol", completou a meio-campista.