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[NÃO LIBERAR] Suspeito dá nova versão sobre latrocínio no Geap

Homem negou que crime dentro de centro espírita tenha sido premeditado e contestou relato de que parte do grupo assistia palestra em meio a frequentadores

José Roberto, preso pelo crime: “Se soubesse que era um centro espírita, não tinha entrado lá”José Roberto, preso pelo crime: “Se soubesse que era um centro espírita, não tinha entrado lá” - Foto: Brenda alcântara

A decisão do quarto suspeito de participação no assalto ao Grupo Espírita Amor ao Próximo (Geap) de se entregar no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ontem, adicionou novas controvérsias ao quebra-cabeças que se tornou o crime. José Roberto Alcântara, 22 anos, contestou a versão de testemunhas de que dois dos seis criminosos assistiram à palestra que acontecia no local como se fossem frequentadores antes de renderem as vítimas. Esse relato fragiliza a versão de que o crime tenha sido premeditado ou de que alguém que estivesse na reunião fosse o verdadeiro alvo do grupo. Na semana passada, a Polícia Civil havia anunciado que tinha indícios de que o policial militar que morreu baleado na ocasião foi executado covardemente, e não atingido por tiros depois de reagir. A confirmação só virá com o laudo balístico, previsto para até 30 dias.

A estratégia da defesa de José Roberto é imputar a ele apenas o crime de roubo, e não o latrocínio (roubo seguido de morte). Isso porque, segundo seu advogado, Walmir Rego Barros, o suspeito só chegou a recolher pertences das vítimas e não estava armado. “Ele apresentou suas versões do fato, assumiu a culpabilidade no episódio e será encaminhado ao Cotel [Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna]. Vai pagar pelo crime de roubo. Ele quis participar do roubo. Se um parceiro dele participou de um núcleo de maior efetividade, deve pagar pela parte dele”, afirmou.

À imprensa, José Roberto disse que o crime não foi premeditado e que o grupo chegou junto, num carro e numa moto. “Não sabia que era um centro espiritual. Se soubesse, não tinha ido. Eles [Felipe Lima Ferreira da Silva, 18, e Kleiton Florentino de Lima, suspeitos mortos no tiroteio] viram o movimento da porta e chamaram para o assalto. Mas não matei ninguém”, declarou. José Roberto, que tem passagem pela polícia por tráfico de drogas, alegou ter decidido se entregar por medo de ameaças. “Policiais estavam dizendo que, se me pegassem, me matavam”, completou.

Terceiro suspeito
Além de José Roberto, preso, e de Felipe e Kleiton, mortos durante o assalto, já se sabe da participação de Jeferson Gonçalo da Silva, 21. Ele foi baleado, chegou a fugir num táxi, mas foi identificado quando pedia socorro. Passou quatro dias internado no Hospital Getúlio Vargas, no Recife, e recebeu alta no domingo. Ontem, ele esteve no DHPP e declarou que só conhecia os dois criminosos que morreram.

Ele também disse que não estava armado e que recolhia pertences das vítimas quando os tiros começaram. Jeferson foi autuado em flagrante por latrocínio.

Com a prisão, dois homens seguem foragidos por participação no assalto ao Geap. O crime, que ocorreu durante uma palestra do psicólogo Liszt Rangel, também terminou com as mortes de dois frequentadores: o policial militar Alexandro Alves de Melo, 38, e a professora Luisiana de Barros Correia Nunes, 57.

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