'Não tenho motivo para sair satisfeito', diz Arthur Zanetti

Ginasta era favorito para conquistar o ouro nas argolas, mas ficou em segundo lugar e tirou a medalha do pescoço antes das entrevistas

Zanetti não conseguiu a almejada medalha de ouroZanetti não conseguiu a almejada medalha de ouro - Foto: Luis Acosta/AFP

Arthur Zanetti não escondeu a decepção ao sair da cerimônia de entrega de medalhas das argolas nos Jogos Pan-Americanos, nesta terça-feira (30). Assim que saiu do local de competição, tirou a prata do pescoço e guardou em uma bolsa entregue aos atletas no pódio.

Nas entrevistas após a prova, o campeão olímpico em Londres 2012 foi direto. "A participação pra mim encerrou. Um dever foi cumprido, que era o da equipe. Mas o dever pessoal, não foi cumprido. Quando não consigo meu objetivo, não fico satisfeito e nem tenho motivo para sair satisfeito daqui", afirmou Zanetti.

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Marcos Goto técnico de brasileiro foi mais controlado e valorizou a medalha. "Não existe frustração no esporte. Tem trabalho. Trabalhou bem, bom resultado. Trabalhou mal, o resultado não vem. Uma prata não é mal resultado. O mais importante é subir ao pódio", disse o treinador.

Zanetti cometeu um erro de execução durante a volta do movimento do cristo, devido a uma inflamação no ombro direito. "É muito treino e inflamou. Na classificatória não senti tanta dor e fui melhor. Agora é fisioterapia, treino e pensar no Mundial que vale a vaga para as Olimpíadas de Tóquio 2020", planejou o ginasta.

De acordo com Goto, a lesão não é nada grave. "No alto rendimento todo mundo tem dor, inflamação normal."

Mesmo mais conformado com o resultado em Lima, o técnico que acompanha Zanetti desde criança fez questão de enaltecer o ginasta. "Ele não ficou fora do pódio, foi segundo. Há 12 anos ele está no pódio. Com 29 anos ele continua sendo um dos três melhores do mundo. Isso não é para qualquer um", ressaltou Goto.

Na próxima quarta-feira acontece o último dia da ginástica artística dos Jogos Pan-Americanos. O Brasil ainda tem chances de medalhas nas finais por aparelhos. No salto, com Luis Porto; nas paralelas com Arthur Nory e Caio Souza; e na barra fixa com Nory. Entre as mulheres, Flavinha Saraiva disputa trave e solo e Thais Fidelis, solo.

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