Natação paralímpica do Brasil tem primeiro caso de doping

Capixaba Patrícia Pereira dos Santos testou positivo para duas substâncias durante o Parapan de Lima

Patrícia Pereira dos Santos, nadadora paralímpicaPatrícia Pereira dos Santos, nadadora paralímpica - Foto: Washington Alves/EXEMPLUS/CPB

Encerrados há 10 dias, os Jogos Parapan-Americanos de Lima marcarão o primeiro caso de doping da natação paralímpica do País. O caso envolve a atleta capixaba Patrícia Pereira do Santos, que teve resultado positivo para duas substâncias em teste realizado durante o evento no Peru. A notícia foi dada pelo Blog do Coach, do treinador e comentarista da modalidade Alexandre Pussieldi, e deve ser confirmada nos próximos dias pela Pan American Sports Organization, responsável pela organização do evento.

Patrícia conquistou duas medalhas no Parapan, uma prata nos 50 metros nado livre e um bronze nos 100 metros nado livre, ambos na classe S5 (S3-S4). O resultado positivo foi conhecido ainda durante o Parapan e, após informada, a nadadora abandonou a competição. Ela, assim como boa parte do grupo que representou o Brasil em Lima, iria direto para Londres, onde está acontecendo o Mundial de Natação Paralímpica.

Apesar do doping de Patrícia, que automaticamente cancela os seus feitos no Parapan, o Brasil não perderá o recorde de melhor campanha realizada em todas as edições do evento. Isso porque Esthefany Rodrigues deve herdar dois bronzes e manter o número total de medalhas em 308. A diferença é que não serão mais 99 pratas e 85 bronzes e sim 97 pratas e 87 bronzes, permanecendo os 124 ouros.

Em nota, a atleta lamentou o ocorrido e relacionou o fato a chás e produtos utilizados por uma esteticista durante sessão de drenagem linfática. Mesmo se comprovado o doping involuntário, o código da Agência Mundial Antidoping (Wada) pode apontar negligência por parte dela, que pode pegar suspensão de um ano, o que a tiraria das Paralimpíadas de Tóquio-2020.

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