'Ninguém quer fazer nada em 2018', diz coordenador político de Bolsonaro sobre Previdência

Segundo coordenador político, reforma da previdência só deve entrar em pauta no entorno de Bolsonaro no próximo ano

Carteira de trabalhoCarteira de trabalho - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

O coordenador político da campanha de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou nesta terça-feira (9) que o entorno do candidato não deve se movimentar, caso ele seja eleito, para a aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano.

O presidente Michel Temer disse em setembro que entrará em contato com seu sucessor para tentar aprovar a reforma ainda durante seu governo. Se o sucessor for Bolsonaro, porém, o deputado afirma que o assunto só será discutido depois da posse, e não na transição. "Se ele ganhar a eleição no dia 28, que nós acreditamos que vai, nós vamos tratar desse assunto dia 1º de janeiro de 2019, nem um dia antes", disse, na Câmara.

Ele criticou ainda a reforma proposta durante o governo Temer, que não chegou a ser votada em plenário já que o capital político do emedebista foi desgastado com a votação de duas denúncias contra ele em 2017. "O Jair não era a favor dessa reforma, eu não sou a favor dessa reforma, a maioria das pessoas que apoiam o Bolsonaro não são a favor da reforma que o Temer propôs porque ela é ruim, uma porcaria", disse.

O deputado é cotado para ser ministro-chefe da Casa Civil de um eventual governo do governo do capitão reformado. Principal articulador político de Bolsonaro, ele veio a Brasília nesta semana para a discussão de apoios partidários no segundo turno.

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Seu partido, o DEM, é um dos que ainda não decidiu se declara apoio ao candidato ou a neutralidade. O PP e o Novo já afirmaram que ficarão neutros. Por outro lado, o PTB de Roberto Jefferson declarou que irá com Bolsonaro. Lorenzoni estimou que com a nova bancada da Câmara, em que o PSL pulou para a segunda maior bancada e o apoio de ruralistas, evangélicos e a chamada "bancada da bala", a base de apoio de um eventual governo deve ser de 350 deputados.

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