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No 1º dia útil após aumento da tarifa, passageiros do metrô reclamam do preço

Este é o penúltimo reajuste escalonado desde que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) autorizou uma série de aumentos, que terminará com a tarifa custando R$ 4 no mês de março

Metrô do RecifeMetrô do Recife - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Os cerca de 400 mil passageiros que usam o metrô diariamente já encontram a passagem mais cara, já que, nesse domingo (5), houve um reajuste no preço da tarifa - que passou de R$ 3,40 para R$ 3,70.

Este é o penúltimo reajuste escalonado desde que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) autorizou uma série de aumentos, que terminará com a tarifa custando R$ 4 no mês de março.

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A operadora de caixa Eliane Iraci Andrade, de 52 anos, contou que usa o metrô diariamente para se locomover até o trabalho e não concorda com o aumento no preço da passagem. “Eu acho um absurdo a gente pagar R$ 3,70 por um transporte que não tem nada de conforto. Muito pelo contrário. É um calor, e quase todo dia chego atrasada no trabalho”, relatou.

O carpinteiro Severino José dos Santos, de 60 anos, mora em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR), se locomove diariamente para o centro do Recife, e também acha o aumento da tarifa abusivo, já que, de acordo com ele, o serviço não recebe melhorias. “Se aumentasse e a gente tivesse o retorno em serviços, tudo bem, mas o metrô é lotado e sem ar condicionado. A gente só tem a perder. O desrespeito é muito grande”, afirmou.

A dona de casa Maria Regina Nascimento, de 47 anos, está desempregada e relata as dificuldades com os gastos com transporte. “A gente precisa sair, procurar emprego, ir ao médico. Muitas vezes procuro R$ 1 e não encontro. Com esse aumento é pior ainda”, contou.

A dentista Ana Karina Coelho, de 40 anos, que mora em Paulista, na RMR, e trabalha no bairro do Jordão, na Zona Sul do Recife, disse que gasta cerca de R$ 20 por dia somente com transporte, e também não concorda com o aumento da passagem do metrô.

“É uma exploração. Eles estão fazendo isso para privatizar. É um absurdo em um ano a passagem ter passado de R$ 1,60 para R$ 3,70. Não tem ninguém que esteja confortável. No fim do mês, o gasto dar para fazer uma feira”, contou.

De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o aumento visa suprir um déficit de gastos com operação, folha de pagamento e indenizações da empresa. 

Antes da série de aumentos, a passagem custava R$ 1,60. No dia 5 de maio, a tarifa passou a custar R$ 2,10. Os aumentos seguintes entraram em vigor em 7 de julho (R$ 2,60), 8 de setembro (R$ 3) e 3 de novembro (R$ 3,40). Em março deste ano está previsto o último aumento, e o preço da passagem custará R$ 4.

Privatização
Em dezembro, uma resolução publicada no Diário Nacional da União (DOU) autorizou um estudo para a concessão do serviço do metrô do Recife à iniciativa privada. “A contratação, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dos estudos especializados necessários à estruturação da concessão do serviço público de transporte ferroviário de passageiros em Recife e outras quatro regiões metropolitanas atendidas pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos - CBTU e pela Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.(Trensurb)”, diz a publicação.

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