No Recife, Haddad fala em propostas para fugir da polarização

Buscando consolidar seu nome no segundo turno, o petista tentou passar uma impressão mais propositiva e amigável, a fim de conquistar os eleitores indecisos

Fernando Haddad (PT) em ato político no RecifeFernando Haddad (PT) em ato político no Recife - Foto: Arthur de Souza / Folha de Pernambuco

O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) aproveitou a sua passagem pelo Nordeste - em um "rasante" para consolidar a sua identificação com o ex-presidente Lula - para divulgar propostas de mobilidade, saúde e educação. Buscando passar uma imagem mais amigável a fim de conquistar indecisos e garantir o seu nome no segundo turno, o ex-prefeito de São Paulo imputar aos adversários - sem citar nominalmente Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas - um estilo político baseado no "autoritarismo" e na "violência".

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O petista participou de uma caminhada e de um comício no centro do Recife, onde prestou homenagem a Lula, fez menção ao sentimento da população nos governos petistas e pregou a reconciliação do partido com o povo.

Bastante indagado sobre temas políticos, o candidato fez questão de trazer a coletiva de imprensa para questões programáticas. “Queria falar sobre mobilidade urbana, nós temos um projeto muito forte de mobilidade pra o País, de apoio decisivo a faixas de ônibus, ciclovias, segurança do pedestre, mas também nós vamos oferecer um tributo que é federal, vamos entregar uma parte pra os prefeitos, pra eles poderem melhorar a qualidade do transporte público”, afirmou Haddad.

O petista se refere ao Cide-Combustíveis (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico), que, segundo a legislação, tem a finalidade de assegurar um montante mínimo de recursos para investimento em infraestrutura de transporte, em projetos ambientais relacionados à indústria de petróleo e gás, entre outras funções. “Pra nós, o plano de mobilidade, além de dialogar com o direito do trabalhador, dialoga com o meio ambiente, porque quanto mais transporte público, quanto mais transporte ativo, que é bicicleta e caminhada, menos poluição”, explicou.

Haddad também apresentou ideias para as áreas de saúde e educação. “Cada unidade federal de ensino médio, instituto, Senac, Sesi, Senai, escolas militares, todas as unidades federais de educação vão ter que adotar escolas de ensino médio dos estados, que estejam com baixo desempenho, com compromisso de melhorar a nota dos alunos no Enem”, disse.

Preferindo focar no primeiro turno, o ex-ministro não comentou sobre possíveis apoios na próxima fase da eleição, caso o PT passe adiante. "Eu penso que nós não podemos tentar resolver os problemas do País na base do autoritarismo e da violência. Democracia tem que ser celebrada a todo tempo e nós temos um entendimento de que a aliança que nós estamos fazendo, a ampla aliança de primeiro e segundo turno, vai nos dar base de sustentação pra aprovar os projetos que eu e o Lula definimos", argumentou o candidato.

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