No Recife, marcha da capoeira reivindica mais atenção para manifestação cultural
Ao som de berimbau, capoeiristas reivindicavam uma maior inserção da capoeira no calendário cultural do Recife
Um grupo de capoeiristas realizou uma marcha nesta terça-feira (20), Dia da Consciência Negra, no Bairro do Recife. Ao som de berimbau, eles reivindicavam uma maior inserção da capoeira no calendário cultural do Recife.
No mês passado, uma lei tornou a manifestação cultural Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado, para valorizar e reconhecer a sua importância. Mas, para o mestre de capoeira Pedro Luiz, conhecido como Mestre Peu, a capoeira está esquecida na capital pernambucana. "Estamos lutando pelo memorial da capoeira, para ter nosso ponto de referência. Desde os anos 1960, muitos mestres de capoeira lutaram por essa arte e não têm uma biografia estampada em lugar nenhum na cidade", pontuou.
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Além disso, segundo Mestre Peu, os capoeiristas desejam realizar uma feira dedicada à manifestação cultural. "Queremos que, todo o segundo domingo do mês, uma rua seja fechada e tenha a feira da capoeira. Também queremos a capoeira inserida nas academias da cidade", disse. Outro ponto reivindicado pelo grupo é o feriado do dia 20.

