Covid-19

No Rio, Ômicron chega a 100% das amostras analisadas em tempo recorde

Nova variante desbancou as demais cepas do coronavírus nas pesquisas por amostragem em menos de um mês, diz secretaria

Variante ômicron Variante ômicron  - Foto: Pexels

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A variante Ômicron alcançou 100% de predominância nas mais recentes análises de sequenciamento genômico do coronavírus, informa a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro. Isso significa que, nas pesquisas realizadas por amostragem entre os dias 1º e 18 deste mês, a nova cepa do SARS-Cov-2, mais contagiosa, desbancou todas as demais variantes já introduzidas no cenário epidemiológico do município.

Nenhuma outra linhagem tornou-se absoluta nos exames genéticos em tão pouco tempo — nem mesmo a Delta, que apresentou ampla vantagem em termos de transmissibilidade quando comparada a suas antecessoras.

— A Delta levou 45 dias para chegar a 98% de predominância, enquanto a Ômicron levou 17. Uma semana depois, chegou a 100% — diz o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. 

Das 40 amostras analisadas em novembro de 2021, antes da chegada da Ômicron ao Rio, 39 apontaram a presença da variante Delta, e uma indicou a cepa Gamma (P.1). Já em dezembro, quando a Ômicron começou a circular no município, todas as 66 amostras analisadas continham a nova variante. O panorama se repete em janeiro: todas as 38 amostras sequenciadas este mês indicam a presença da cepa recém-chegada. Os dados constam num novo boletim epidemiológico da prefeitura, lançado no último dia 20.

Outro sinal da altíssima capacidade de transmissão da Ômicron foi o aumento que ela provocou na taxa de reprodução do vírus, índice que calcula a quantidade de pessoas saudáveis que um infectado é capaz de contaminar (também chamado de R). No Rio, o R ficou em 0.7 em dezembro, a menor taxa de toda a pandemia. Hoje, a situação é inversa: o índice está em 3.7, o maior patamar de toda a pandemia. Ou seja, cada 100 pessoas infectadas transmitem o vírus para outras 370.

Os dados da SMS mostram ainda que a Covid-19 voltou a dominar os diagnósticos relacionados a síndromes gripais (SG), em oposição a outras possíveis causas, como a influenza. Segundo o boletim, 97% das amostras coletadas em unidades-sentinela da rede municipal na semana epidemiológica 2 de 2022 (9 a 15 de dezembro) apontaram a presença do SARS-Cov-2, e 3% continham influenza A. Três semanas antes, a influenza A correspondia a 94% do total de amostras.

Apesar do vertiginoso aumento de casos e internações por Covid-19 registrados na cidade nas últimas semanas, a quantidade de óbitos provocados pela doença segue estável, com média móvel de duas notificações diárias. 

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