No Sertão, chuvas não foram fortes

Região sofre com efeito de seca de seis anos

Chuvas em Ribeirão, na Mata SulChuvas em Ribeirão, na Mata Sul - Foto: Divulgação WhatsApp

Se na Mata Sul e no Agreste do Estado as chuvas chegaram com força nos últimos dias, no Sertão, elas mal apareceram. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), as partes norte e central da região até registraram alguma precipitação, mas em índices considerados insuficientes para aliviar os efeitos de seis anos consecutivos de seca.

Arcoverde e Ibirimim, por exemplo, tiveram apenas 0,2 milímetro de chuva registrados nas últimas 24 horas. Em Arcoverde, esse quantitativo chegou a 0,6 mm. Para comparação, Caruaru, no Agreste, teve 151 mm de chuva entre sexta (26) e sábado (27). Precipitações costumam ser consideradas de nível moderado a forte a partir de 30 mm.

“Os dados são parciais, mas, pelo que observamos, houve poucas chuvas no Sertão. Nas áreas que fazem divisa com o rio São Francisco, nem houve. Por outro lado, é coerente que, nesta época do ano, os valores de precipitações sejam baixos na região”, afirma o meteorologista Fabiano Prestrelo, da Apac.

O pesquisador explica que, no Sertão, o período chuvoso se concentra entre janeiro e março e conta com a ação de fenômenos que se deslocam do oeste. Já o que está provocando as chuvas mais recentes no Agreste e na Zona da Mata veio do oceano, no sentido leste-oeste, e dificilmente chega aos pontos mais distantes do litoral.

“Essas chuvas registradas lá nas últimas 24 horas estão longe de representar qualquer alento no Sertão. E o período chuvoso na região também teve índices abaixo da média no início deste ano”, completa Pretrelo.

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