Mairana Rizzo já deixou Max em hotelzinho, mas atualmente prefere deixá-lo com a mãe
Mairana Rizzo já deixou Max em hotelzinho, mas atualmente prefere deixá-lo com a mãeFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Como nos meses de dezembro e janeiro o período de recesso é maior, e com a chegada do verão, é comum as pessoas planejarem viagens com maior duração. Mas quem possui um bichinho de estimação tem mais uma preocupação: como ele ficará nesse período?

O mais comum é deixar com algum parente ou em hoteizinhos, mas há também quem leve seu pet nas viagens. De qualquer forma, existem cuidados e precauções que os tutores devem tomar para a segurança e bem-estar do animal. Existem diversas opções para que os pets não fiquem sozinhos. Creches, hotéis, hospedagem em casas e cuidadores que visitam a casa durante o dia e/ou noite para fazer companhia e alimentar os animais durante a ausência dos tutores, com preços a partir de R$ 35.

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A recomendação dos especialistas é que os animais não fiquem sozinhos. O ideal é que eles tenham uma companhia nesse período, seja de uma pessoa ou de outro animal de estimação (de preferência conhecidos).

De acordo com a médica-veterinária Liziè Buss, da Comissão de Bem-Estar Animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária, os animais domésticos, no geral, são sociáveis. “Eles gostam e evoluíram para viver em grupo”, afirma. Liziè acrescenta que a solidão para os cães pode ser algo problemático, mesmo que por poucos dias.

O veterinário Rogério de Holanda ressalta que só se deve deixar o bichinho em um hotel em último caso, e que é preciso ter certeza de que existem pessoas que estarão dedicadas a cuidar bem do seu pet. Com relação ao stress, Rogério sugere que se façam algumas visitas anteriores para que o animal se acostume com o local. “Se você vai viajar no mês de março, o ideal é que pelo menos um mês antes você vá lá com ele, deixe por algumas horas, umas duas vezes por semana, aumentando o tempo gradativamente.”

Os veterinários ressaltam que, em casos de animais com condições especiais ou que já estejam muito velhinhos, o ideal é que ou o hotelzinho seja em um hospital 24h ou que fique próximo a um. Como é o caso do cachorrinho da servidora pública Mariana Rizzo, 37 anos. Max, embora não seja um cão idoso, não enxerga mais. Ela já deixou com amigas e em casas de cuidadores. Mas, atualmente, prefere deixar com a mãe e a passeadora.

“Eu não acho necessário, principalmente em viagens curtas, você hospedar ou deixar seu cachorrinho em outro lugar, você pode deixá-lo em casa e chamar pessoas para que passeiem com ele, passem algumas horas brincando. É esse o serviço que eu mais uso hoje e está dando super certo”, conta Mariana.

Luke, do advogado Rodolfo Lima, 34, tem apenas oito meses e não gosta de ficar sozinho em casa. No entanto, Rodolfo divide a guarda do animal com o sobrinho, o que facilita na hora de viajar. “Foi um presente para o meu sobrinho, então ele fica uma semana na casa da minha mãe e uma na minha casa. Então, é bem mais fácil.”

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