Bombeiros procuram corpos na região do Córrego do Feijão em Brumadinho
Bombeiros procuram corpos na região do Córrego do Feijão em BrumadinhoFoto: Douglas Magno/AFP

A inexistência de uma cultura em gestão de risco por parte do empresariado brasileiro faz com que qualquer corporação esteja vulnerável a catástrofes como as que ocorreram em Mariana e , mais recentemente, em Brumadinho. Avaliação é da consultora em Gestão de Risco Ambiental, Maria Veloso, que já atuou para a Vale, como gestora de Saúde e Segurança Global.

“Por falta de cultura no Brasil, ninguém quer levar ao chefe a notícia ruim. Mas é justamente a análise de riscos intangíveis como, por exemplo, a imagem, pessoas, meio ambiente, que podem se tornar um risco maior à empresa, se não forem analisados de forma profunda. É necessário que a alta administração das empresas passe a considerar como riscos iminentes, não somente o financeiro, o mercado, o preço do produto. Esses riscos, os intangíveis, precisam ser colocados à mesa. Precisa haver um equilíbrio e um controle das ações assegurados”. disse a especialista.

Maria Veloso defende que uma mudança nos protocolos internos relacionados à gestão de riscos e que tais procedimentos sejam , de fato, executados, principalmente em atividades e negócios que impliquem interferências externas também, como as mineradoras, neste caso específico.

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“As lições de Mariana não foram aprendidas e volta-se a repetir um evento tão triste”, reforçou Maria Veloso, em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco.

 

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