Roma
RomaFoto: Andreas SOLARO / AFP

O governo italiano disse nesta segunda-feira (30) que irá estender a duração das medidas de isolamento impostas ao país inteiro contra a pandemia do novo coronavírus. As restrições de mobilidade, inicialmente previstas para terminarem na próxima sexta-feira (3), devem ser prorrogadas pelo menos até o final do feriado de Páscoa.

"A avaliação era para estender todas as medidas de contenção pelo menos até a Páscoa. O governo irá agir nessa direção", disse o ministro da Saúde, Roberto Speranza, em nota após uma reunião com um comitê de cientistas que está aconselhando o governo.

O Ministério da Saúde não deu uma data para o fim do novo período de isolamento, mas disse que ela estará em um novo decreto do governo. O domingo de Páscoa cai em 12 de abril neste ano.

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Os italianos estão em isolamento há três semanas, com a maioria das lojas, bares e restaurantes fechados e pessoas proibidas de deixarem suas casas a não ser por necessidades essenciais.

A Itália, até agora o país mais atingido em número de mortes e que representa mais de um terço de todas as fatalidades pelo novo coronavírus no mundo, viu o número total de mortos subir para 11.591 desde que a epidemia começou na região norte do seu território, em 21 de fevereiro.

Nas últimas 24 horas, foram mais 812 óbitos, segundo a Agência de Proteção Civil. Um novo aumento após dois dias de queda. Em contrapartida, o número de novos casos foi o menor número desde 17 de março, 4.050 - a Itália chegou a um total de 101.739 casos nesta segunda-feira. Porém, a queda no número de novas infecções pode em parte ser explicada por uma redução no número de testes, que foi o menor dos últimos seis dias.

O governador da região de Puglia, no sul do país, disse no sábado (28) que as restrições deveriam continuar vigentes até maio. Ressaltando os perigos da doença, a associação nacional de médicos anunciou a morte de mais 11 profissionais de medicina nesta segunda, elevando o número total para 61. Nem todos eles foram testados para o novo coronavírus antes de morrerem, conforme informou a associação, que ligou as mortes à pandemia.

A Lombardia, região que abriga a capital financeira italiana, Milão, tem quase 60% do total de mortes no país e cerca de 40% dos casos. O presidente da Lombardia, Attilio Fontana, disse que as contenções sem precedentes aos movimentos, reuniões e atividades econômicas estão impedindo uma alta exponencial no número de casos, e precisam continuar em vigência.

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