Teste para o novo coronavírus
Teste para o novo coronavírusFoto: Miguel Riopa / AFP

A empresa americana de biotecnologia Moderna anunciou nesta segunda-feira (18) resultados "positivos provisórios" na fase inicial de ensaios clínicos de sua vacina contra o novo coronavírus, em um pequeno número de voluntários.

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A vacina aparentemente produziu uma resposta imune em oito pacientes que a receberam, da mesma magnitude que aqueles que foram infectados com o vírus, informou a empresa. A fase 3, de testes em mais pessoas, começará em julho, acrescentou.

"A fase provisória 1, embora em estágio inicial, demonstra que a vacinação com o mRNA-1273 produz uma resposta imune da mesma magnitude que a provocada por infecção natural", disse Tal Zaks, diretor médico da Moderna, em comunicado. Isso sugere, embora não seja a prova final, que a vacina desencadeia uma resposta imune. A companhia afirmou que a vacina "tem potencial para prevenir o Covid-19".

O estudo clínico é realizado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, onde o governo investiu 500 milhões de dólares para essa potencial vacina. Durante os testes, um grupo de 15 pacientes recebeu três doses diferentes da vacina. A fase 3, testando mais pessoas, começará em julho, acrescentou a farmacêutica.

A vacinação contra o coronavírus é uma prioridade global para acabar com a pandemia que deixou mais de 315.270 mortes em todo o mundo e pelo menos 4,7 milhões de casos confirmados. Na sexta-feira passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse esperar ter uma vacina contra o coronavírus até o final do ano.

Fabricar milhões de doses
A vacinação contra o coronavírus é uma prioridade global para acabar com a pandemia que deixou mais de 315.000 mortes em todo o mundo e pelo menos 4,7 milhões de casos confirmados.

O processo de criação de uma vacina geralmente leva anos, mas na sexta-feira passada Trump disse que esperava ter uma vacina contra o coronavírus até o final do ano.

O primeiro a sintetizar uma vacina eficaz e como ela será distribuída virou uma questão fundamental nas relações internacionais, sobretudo após a decisão da empresa farmacêutica francesa Sanofi, na semana passada, de dar prioridade aos Estados Unidos.

O presidente chinês Xi Jinping prometeu que, se a China conseguir fazer uma vacina contra o coronavírus, o composto será um "bem público global".

Numa época em que o problema não é apenas a vacina, mas a capacidade de produzir milhões de doses, grandes laboratórios, incluindo o Moderna, anunciaram que começariam a produzir essas doses sem esperar pelos resultados de ensaios clínicos.

Essa aposta arriscada é sem precedentes e é possível graças ao financiamento de Estados e organizações não governamentais.

No ensaio da Moderna, na primeira fase, três grupos de voluntários receberam três doses diferentes e com reforço após 28 dias.

De acordo com os primeiros resultados, os cientistas decidiram eliminar as doses mais fortes após os testes, uma vez que os resultados são obtidos com menor quantidade.

A empresa anunciou recentemente uma parceria com a gigante Lonza para aumentar sua capacidade de produção e poder fabricar até 1 bilhão de doses em um ano, se a dose mais baixa for confirmada como eficaz.

Testes iniciais em ratos mostraram que a vacina impedia a replicação do vírus nos pulmões, informou a empresa na segunda-feira.

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