Morcego
MorcegoFoto: Ana Paola Yusti Muñoz/Divulgação

Depois da confirmação da morte por raiva da dona de pet shop Adriana Vicente da Silva, de 35 anos, resultante de uma variação do vírus presente em morcegos que se alimentam de sangue (hematófagos), a Vigilância Ambiental do Recife está identificando colônias desses mamíferos para exterminá-las. Até o momento, já foram localizadas áreas em Santo Amaro, no Distrito Sanitário 1, mesma região onde aconteceu o incidente com a empresária, que foi mordida por um gato abandonado.

A operação de bloqueio contra a raiva animal e humana foi iniciada na última semana, quando a Prefeitura foi informada do caso suspeito da doença. Desde então, 1,2 mil cães e gatos domésticos e de rua já foram imunizados e 12 mil imóveis, vistoriados.

A mobilização abrange cerca de 30 bairros da área central da cidade. “Com essa estratégia mantemos a cobertura vacinal e evitamos a circulação do vírus entre cachorros e gatos. Contudo, isso nos direciona à busca por colônias de morcegos hematófagos. Já identificamos dois locais onde houve acidentes com cavalos”, comentou o gerente do Centro de Vigilância Ambiental do Recife, Jurandir Almeida.

Estão sendo feitas visitas a imóveis abandonados que podem servir de abrigos aos animais e triados relatos de ataques a equinos e bovinos. Almeida explicou que o combate será noturno, com a colocação de redes para captura dos morcegos.

Depois de uma triagem, alguns serão estudados e outros, embebidos com veneno. “Vamos passar pasta vampiricida no dorso deles porque na colônia é hábito um animal lamber o outro. O morcego hematófago não é para existir em zona urbana por conta do risco de introduzir raiva”, explicou.

O gestor destacou que a população deve se proteger deste mamífero e ficar alerta para comportamentos que podem indicar a infecção. “A população não deve manipulá-los. Devem ser considerados suspeitos morcegos circulando durante o dia ou caídos no chão. O ideal é acionar o nosso serviço”, disse. O CVA pode ser acionado pela Ouvidoria do SUS Recife por meio do telefone 0800.281.1520.

Almeida informou que o caso de Adriana é considerado acidental para a vigilância, porque a doença está sem relatos de casos em humanos há 19 anos na Capital e há 12 anos sem registro em animais.

Morcego
MorcegoFoto: Ana Paola Yusti Muñoz/Divulgação
Morcego
MorcegoFoto: F.T. Mujires / AFP

veja também

comentários

comece o dia bem informado: