Psicólogo Liszt Rangel
Psicólogo Liszt RangelFoto: Reprodução/ Facebook

O psicólogo Liszt Rangel postou no Facebook um depoimento logo após assalto que aconteceu na noite de quarta-feira (6), no Grupo Espírita Amor ao Próximo (Geap), no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Ele dava palestra no local quando ocorreu o crime, que deixou quatro pessoas mortas e várias feridas.

Rangel pediu para as pessoas ficarem "calmas" durante o crime. “Nós fizemos o que pudemos, pedindo que a pessoas colaborassem, se acalmassem, mas está provado realmente, há muito tempo, que a violência só gera violência, mais ódio e menos amor, e qualquer outra iniciativa de pegar mão no celular para ligar para polícia, nesse exato momento que ocorra violência desse natureza, não reagir. Os bens materiais não podem nos possuir, o que possuímos é o que compartilhamos”, disse.

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No momento em que gravou o vídeo, Rangel pediu orações para o cabo Alexsandro Alves de Melo, do 25º Batalhão da Polícia Militar, que estava no centro e reagiu à tentativa, sendo ferido. "Infelizmente houve um irmão, companheiro nosso, que necessita de nossos melhores pensamentos agora. Estive com ele até a sua saída, sendo levado pela ambulância. Ele estava consciente, apesar do seu corpo ter sofrido perda significativa de sangue". O policial chegou a ser socorrido no Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central da cidade, mas morreu por volta da 1h desta quinta (6).

No fim do vídeo, ele não quis apontar os culpados pela tragédia. "Não é hora de arranjar pessoas para dizermos que foi isso ou aquilo outro. A lição precisa ser sempre lembrada: reagir, jamais. Quando perguntaram a Mahatma Gandhi se deveriam aprovar a pena de morte em sua sociedade, ele respondeu que 'sim, deveria sim pensar em matar o desejo que o outro tem de matar', ou seja, não violência", disse.

Entenda o caso
Sete criminosos são suspeitos de assalto a Grupo Espírita Amor ao Próximo (Geap), que fica na rua Zelindo Marafante, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, na noite de quarta-feira (5). Dois deles estariam dentro do centro assistindo às palestras, em meio aos participantes.

Por volta das 20h30, suspeitos com idades entre 20 e 25 anos, armados com revólveres, arrombaram o portão do Geap. Quase 200 pessoas participavam de uma reunião espírita, quando o assalto foi anunciado. O cabo Alexsandro Alves de Melo, do 18º Batalhão da Polícia Militar, estava no centro e reagiu.

Houve tiroteio e quatro pessoas morreram, sendo dois criminosos, uma frequentadora de 57 anos e o próprio cabo. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital da Restauração, na área central do Recife, mas faleceu na madrugada de quinta. O caso está sendo investigado pela 12ª Delegacia de Polícia de Homicídios.

Muitos frequentadores ficaram feridos na correria e outros passaram mal, nervosos, e foram atendidos. No local, havia dezenas de idosos. Na fuga, um dos suspeitos assaltou uma moradora para fugir no carro dela, mas não conseguiu dirigir o veículo, que é automático, e saiu correndo. 


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