Patrícia Raposo, editora chefe da Folha de Pernambuco
Patrícia Raposo, editora chefe da Folha de PernambucoFoto: Folha de Pernambuco

Do 11 de setembro de 2001 até os dias de hoje, o terrorismo se alastrou pelo Ocidente, simplificando seu modus operandi e fazendo vítimas com ampla facilidade. Se antes aviões eram sequestrados, explodidos no ar ou lançados sobre alvos, como foi o caso do Word Trade Center, em Nova York, que vitimou perto de três mil pessoas, hoje basta um automóvel, à semelhança do que se deu na Espanha na quinta-feira passada, quando uma van atropelou diversos pedestres, matando 13 deles.

Não foi o primeiro caso. Todos se lembram da tragédia em Nice, há cerca de um ano, provocada por um caminhão que atropelou e matou 86 pessoas que comemoravam a Queda da Bastilha. Houve outros. Berlim e Londres na sequência.

Nem toda inteligência da CIA, da FSB (a sucessora da KGB) ou do Mossad juntas podem conter o terror nestas condições. De nada adiantam revistas minuciosas em aeroportos ou em monumentos históricos se o ataque vem dos gestos mais comuns, como dirigir ou carregar uma mochila (cheia de explosivos). É um desafio tremendo para as autoridades e uma questão de resiliência para a população.

O Chicago Project on Security & Threats, desenvolvido pela universidade norte-americana homônima, tenta compreender o padrão dos ataques suicidas no mundo. O projeto monitora, já há algumas décadas, um banco de dados com registros dessas ações explosivas. É uma tentativa de entender ou rastrear terroristas. Acontece que há fatores que desalinham qualquer lógica – se é que ela existe -, como os ataques promovidos por pessoas que sequer têm ligação com os grupos terroristas e que apenas simpatizam com a causa. O caderno Panorama traz uma análise da situação atual do terror no mundo. Uma reflexão sobre o que vem acontecendo nestes dias conturbados.

Ainda no caderno Panorama, uma matéria analisa o protagonismo do Congresso perante o presidente Temer, fazendo deste um refém de partidos com os quais negociou apoio para não ser investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), por denúncias de corrupção. O enfraquecimento do presidente estaria pondo em evidência um certo Parlamentarismo “branco”. Um fato curioso: enquanto a editoria de Política investia no tema, o programa político do PSDB, veiculado em cadeia nacional, na quinta-feira, saiu em defesa desse sistema de governo e gerou muita insatisfação na base aliada de Temer e no ninho dos tucanos.

No caderno ZOOM, o descaso do poder público com os direitos do cidadão é tema da principal reportagem. Aberrações com as quais nos deparamos todos os dias devido ao tradicional jogo de empurra dos poderes públicos geram situações como a que enfrentam os moradores da avenida Maria Irene, no Jordão, bairro da Zona Sul do Recife. Quem mora de um lado do Canal do Jordão não pode frequentar o posto de saúde que fica na outra margem. O motivo: a unidade situa-se no Jardim Jordão, Jaboatão dos Guararapes, outro município. E tem muito mais casos esdrúxulos. Confiram.

Boa leitura!

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