lagarto
lagartoFoto: UPE / Divulgação

 

Para aqueles que amam a natureza e não dispensam uma informação sequer sobre o assunto, uma novidade: pesquisadores do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE) lançaram uma biblioteca online só com dados curiosos sobre a fauna silvestre do Estado. O diferencial desse portal, o “Zoologia de Pernambuco”, é que ele será feito de forma colaborativa. Ou seja, qualquer pessoa poderá contribuir com informações, seja especialista na área ou não. A estreia da plataforma ocorreu durante a terceira edição da Jornada de Zoologia da instituição, que teve início na última terça-feira e encerra hoje. A intenção é ampliar o conhecimento sobre os animais silvestres que ocorrem no Estado.
Na página eletrônica, que já se encontra disponível, é possível ver alguns registros fotográficos feitos no Parque Nacional Vale do Catimbau, a exemplo de uma espécie de lagarto, o Ameivula ocellifera. Encontrado na Caatinga nordestina, esse réptil tem pintas azuis ao longo do corpo, é encontrado em áreas abertas, arenosas e quentes, mas conseguem subir em pequenos arbustos para procurar suas presas, segundo as informações disponíveis no site. “É um portal voltado para todo mundo, para curiosos, estudantes, professores, enfim, qualquer pessoa que tenha afinidade e goste mesmo de meio ambiente. Que queira saber mais sobre animais silvestres”, reforça um dos idealizadores, o professor de zoologia da UPE Filipe Aléssio.

Por ter a proposta de ser um portal colaborativo, ressalta Aléssio, qualquer um pode contribuir. Basta, durante o cadastro feito no site, fornecer o próprio e-mail. Logo após, chegará uma senha de acesso. “E quando a pessoa for postar alguma foto de um animal, sejam eles insetos, corais ou répteis, por exemplo, basta dizer onde o registro foi feito. Daremos nossa ajuda com dados do bicho, como a distribuição geográfica, características, se é uma espécie ameaçada, nativa ou exótica, nome vulgar e científico”, contextualiza o estudioso, chamando a atenção para a importância dessa contribuição popular, uma vez que favorece um intercâmbio de conhecimentos entre a comunidade acadêmica e a população geral.

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Os registros fotográficos não precisam ser feitos por câmeras profissionais. “Até de aparelho celular serve. A gente só pede que seja de boa qualidade e com foco. Não precisa ser nenhum expert. Esse portal tem o objetivo de ser um inventário da biodiversidade pernambucana”, diz Aléssio. Porém, mais do que entender a história natural dos bichos silvestres, destaca, o portal também entra como um importante incentivador para a proteção e conservação da fauna.

 

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