Coletiva da Operação Barrabás, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco
Coletiva da Operação Barrabás, deflagrada pela Polícia Civil de PernambucoFoto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Pernambuco desarticulou uma quadrilha de 11 pessoas suspeitas de homicídios, porte ilegal de armas, tráfico de drogas e roubos por meio da Operação Barrabás, deflagrada na última sexta (17) com a participação de 60 policiais. A organização criminosa atuava nos bairros de Água Fria, Bomba do Hemetério e Dois Unidos, na Zona Norte do Recife.

Durante a operação, foram presos duas mulheres e cinco homens e cumpridos sete mandados de busca e apreensão. Também foram apreendidos três quilos de maconha, 15 munições e uma pistola 380. Os homens foram encaminhados ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), e as mulheres à Colônia Penal Feminina.

Entre os alvos, quatro já estavam presos, entre eles o chefe do grupo, Eduardo da Silva Andrade, conhecido por Janjão, que cumpre regime no presídio de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, por tráfico, homicídios e roubos.

De acordo com o delegado titular da 2ª Delegacia de Homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa, Roberto Lobo, a operação foi deflagrada após uma tentativa de homicídio na praça do Largo, no bairro de Água Fria. "No início, achávamos que Guilherme [Francisco da Silva, conhecido como Guilherme de Jesus] era o líder, então começamos as investigações e apuramos que havia uma organização muito maior, com divisão de tarefas, e que as ordens partiam do presídio, de Janjão", explicou.

Entre as mulheres presas, está a mãe de Guilherme, Josivânia Ferreira da Silva. Ela e Vanine Vicente da Silva eram responsáveis pelo tráfico de drogas no bairro de Água Fria.

Ainda segundo o delegado, a quadrilha tem uma organização rival, na rua da Vitória, também no bairro de Água Fria. "Todos os homicídios, no total de sete, foram decorrentes da guerra entre as quadrilhas", acrescentou. A segunda quadrilha ainda está sendo investigada. Três suspeitos já foram presos, segundo Lobo.

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