Mosquito é transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya
Mosquito é transmissor da Dengue, Zika e ChikungunyaFoto: John Tann/Creative Commons

Pernambuco registrou um aumento de 73,5% das notificações de zika até a 52ª semana epidemiológica de 2018 (janeiro até 29 de dezembro) na comparação com o mesmo período de 2017. Os casos suspeitos de dengue também tiveram alta quando se avaliam os dois anos: 25,8%. Chama atenção que a maior taxa de incidência para ambas as doenças está nas crianças de zero a nove anos.

Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A pasta está finalizando o plano pernambucano de enfrentamento às arboviroses de 2019 que deve ser lançado até a próxima semana para apoiar os municípios em suas estratégias locais. A preocupação é que bolsões de populações vulneráveis possam dar início a novos surtos, principalmente no Interior.

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O diretor geral de Controle de Doenças Transmissíveis da SES, George Dimech, comentou que esta alta da zika não era desejada, mas era esperada por que não houve o esgotamento das pessoas susceptíveis ao vírus. “Esgotamento seria se todos os pernambucanos tivessem adoecido por zika. Houve uma grande incidência em várias regiões, mas é sempre bom estar alerta principalmente onde naquela época (2015) não houve notificação forte, como no Sertão. Por isso, estamos olhando para o Sertão, porque ali pode haver bolsões de susceptíveis”, comentou Dimech. Ele destacou que, nestas regiões onde a doença não teve impacto em anos anteriores, a atenção com o controle do Aedes aegypti deve ser ainda maior.

O diretor comentou também que a situação das crianças para risco de adoecimento por qualquer destas doenças será sempre maior. Isso faz parte de uma tendência do comportamento de arboviroses em países endêmicos, de acordo com ele. “Quando grande parte da população é acometida por alguma das arboviroses quem fica para adoecer são as pessoas que nascem. Isso acontece na Ásia, por exemplo, onde dengue e zika são consideradas doenças de crianças”, disse. Ambas as enfermidades geram apreensão no público infantil, mas tem na população de grávidas, principalmente com relação ao zika, um grupo estratégico. Isso acontece, porque já que se comprovou que na gestação o vírus pode causar malformações severas no sistema nervoso central dos bebês

Sobre as gestantes, outro dado que merece destaque no balanço de 2018. Em 2017 foram registradas 239 grávidas com quadro compatível com dengue, zika ou chikungunya, mas em 2018 foram 419, ou seja, uma alta de 75,3%. Dessas 71 tiveram testes positivos para dengue, 19 para chikungunya e 13 para zika. Segundo a Dimech, nenhuma das grávidas teve confirmação da microcefalia dos bebes ainda dentro do útero em 2018. Informações sobre crianças nascidas no ano passado com a síndrome congênita do zika ainda estão sendo concluídos.

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