Professor Paul Steven a caminho do julgamento
Professor Paul Steven a caminho do julgamentoFoto: Kleyvson Santos/ Folha de Pernambuco

Vestindo camisas com a frase "Pedofilia não é problema meu, é problema nosso!", parentes da menina de 11 anos que foi estuprada pelo norte-americano Paul Steven Perron, de 55 anos, acompanham a audiência de instrução e julgamento na tarde desta segunda-feira, na Segunda Vara dos Crimes contra Criança e Adolescente do Recife, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. Paul, que era professor da Escola Americana do Recife à época do crime, é acusado de pagar meninas menores de idade em troca de favores sexuais. Um segundo dia de audiência foi marcado para o dia 04 de maio, às 9h.

"No caso da minha sobrinha, ela foi embriagada por ele. Ela não lembra muito bem do que aconteceu. Foi até o local, ingeriu muita bebida alcoólica e depois apagou", explica um amigo da garota, Anderson Marrocos. Um exame sexológico feito na adolescente de 11 anos, no Instituto Médico Legal (IML), comprovou o crime.

A garota havia ido ao apartamento do norte-americano, localizado em Boa Viagem, a convite de uma colega, de 14 anos, que morava na mesma rua que ela, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife. "Essa menina já tinha contato com ele e levou minha sobrinha. Falou que iriam à casa de um amigo. Nossa família não bebe. Ela também nunca havia mantido relações sexuais antes. E é só uma criança, tem 11 anos. Não tem nem ideia da gravidade. Isso é algo que marca", continuou Anderson.

O caso aconteceu em dezembro do ano passado, mas o próprio Paul confessou que praticava o crime havia mais tempo. "A gente chama a atenção para o fato de que taxistas levavam essas crianças ao apartamento desse homem. Porteiros viram crianças entrando lá várias vezes. E ninguém fez nada. É uma rede em prol de criminosos como esse. As pessoas erram pelo que fazem e pelo que não fazem. Omissão também é crime e essas pessoas que contribuíram também devem pagar", insistiu o tio da criança.

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Para ele, Paul se valeu do fato da boa condição financeira que tinha para tentar sair impune. "Ele deve ser acostumado a pagar todo mundo para manter o silêncio. Mas somos de uma família íntegra, mesmo que não tenhamos dinheiro ou as mesmas condições que ele. Vamos até o final para que ele pague."

Paul está preso no Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima. Chegou à audiência por volta das 14h, em uma viatura da penitenciária. Hoje vão ser ouvidas testemunhas, advogados de defesa e acusação, assim como vítimas e réu, para só então o juiz marcar o julgamento do norte-americano.

A audiência começou com mais de 1h30 de atraso porque a menina mais velha, de 14 anos, chegou atrasada. Foram ouvidos, aléms das duas menores de idades, familiares e testemunhas de acusação e defesa. Por causa do horário, uma nova audiência de instrução foi marcada, para o dia 04 de maio, quando Paul Steven Perron deve ser ouvido. 

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