Operação Forger investiga crimes financeiros, falsificação de documentos públicos e comércio de cédulas falsas
Operação Forger investiga crimes financeiros, falsificação de documentos públicos e comércio de cédulas falsasFoto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal em Pernambuco (PF) deflagrou na última terça-feira (30) a Operação Forger - termo em inglês que significa “forjador” - no intuito de investigar indivíduos que protagonizaram crimes financeiros, falsificação de documentos públicos e comércio de cédulas falsas, praticados no Recife e na Região Metropolitana.

No total foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva, nas cidades de Recife, Camaragibe, Paudalho, São Lourenço da Mata e Paulista. A operação foi dividida em três fases.

A primeira fase investiga concessão de financiamentos habitacionais com a utilização de documentos falsos. De acordo com PF, um gerente de banco, que na época, mantinha uma empresa no ramo da construção civil, estaria envolvido nesse esquema. Ainda de acordo com a PF, o grupo teria movimentado cerca de R$ 2,5 milhões.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, que apura crimes de peculato e obtenção de financiamento mediante fraude. Foram apreendidos documentos e contratos de compra e venda de imóveis em Paudalho, na Mata Norte do estado, e em Camaragibe, na RMR. Não houve flagrante.

Leia também:
PF cumpre mandados de busca em residências de diretores da Vale
Homens são detidos com carro clonado e documento falso na BR-424
Detento é preso por repassar dinheiro falso para outro preso no Cotel


Na segunda etapa, os 40 policiais empenhados na operação, cumpriram dois mandados de busca e apreensão interligados ao crime de comércio de cédulas falsas, cartões de crédito e débito e CNHs falsas. Segundo a PF, o autor do crime, Fernando Crespo de Araújo Neto, se identificava como Jhonny Fake nas redes sociais, vendia as cédulas falsas por 1/10 de seu valor, por exemplo, R$ 1.000 falsos custavam R$ 100 verdadeiros. As CNHs variavam de R$ 1.000 a R$ 4.000. Jhonny também vendia cartões de crédito e débito com valor de R$ 4.500 a R$ 80.000, com senha e o prazo de 15 dias no crédito ou 20 no débito). O homem foi liberado.

Na última operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão e outro de condução coercitiva, no intuito de investigar o uso de passaportes e documentos falsos utilizados para o acesso a outros países. O autor do crime já residiu na Áustria, França e Portugal e se lançou em 2015 como escritor. Ele se apresenta como Clayton Eduardo França da Silva, 40, residente em Paulista. O homem também utilizava documentos com nomes como Paulo Eduardo Afonsin Neto e Vitorio Sforzza Giotto Filho.

O crime de uso de documento público falso é enquadrado em pena de reclusão, de um a cinco anos de prisão e multa. O suspeito foi preso em flagrante por ter se apresentado aos policiais com documento de identidade falso e encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel).

veja também

comentários

comece o dia bem informado: