Euricélia Nogueira, delegada da 9ª  Seccional de São Lourenço da Mata
Euricélia Nogueira, delegada da 9ª Seccional de São Lourenço da MataFoto: Divulgação/Polícia Civil de Pernambuco

Em coletiva de imprensa, na manhã desta segunda-feira (20), a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) detalhou a prisão dos integrantes da organização criminosa responsável pela morte do empresário Mário Gouveia, dono do Parque Aquático Águas Finas, no quilômetro 17 da Estrada de Aldeia. As prisões foram desencadeadas como resultado da operação “Punisher”.

Ao todo 12 mandados de prisão, e sete mandados de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos, em Camaragibe, no Grande Recife. Nem todos os integrantes da milícia participaram do assassinato de Mário Gouveia. De acordo com a PCPE, as armas roubadas do empresário, seriam utilizadas para pagar o advogado do líder da milícia. 

No âmbito da operação “Punisher”, dos 12 presos, quatro suspeitos já haviam sido encaminhados ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), um dia após a morte do empresário, incluindo Luciano Josuel de Santana, líder do grupo criminoso. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Euricélia Nogueira, Luciano foi o mandatário dos disparos contra Mário Gouveia, que foram efetuados por Paulo da Cunha Conceição, o Passarinho.

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Ao todo, sete integrantes do grupo criminoso estão envolvidos no latrocínio, sendo que quatro foram presos na quarta-feira (24) do mês passado, um dia após a morte do empresário. Além do chefe da milícia, foram presos Leonardo Nascimento Silva, o Matuto, Cícero Romão Henrique da Silva Pino, - o Cicinho - e Rodrigo Gomes da Silva. Paulo Conceição - o Passarinho -, Leonardo Ferreira Cavalcanti - o Lêu -, e Luiz Jerônimo Batista da Silva, conhecido como “Menor”, foram presos na sexta-feira (17).

Todos esses participaram direta e indiretamente da ação na casa do empresário. Enquanto que os outros integrantes da organização, também presos na ocasião, gerenciavam outros setores da milícia, como roubo, e tráfico de drogas.

José Nilson de Assis, era responsável pelo tráfico, José Pereira da Silva Júnior, atuava como o armeiro do grupo. Wanderson da Silva Amorim, o Nando, Emerson Vieira de Melo, e Silvana Meirelles de Lira, conhecida como “irmã Vânia” também participavam da organização. Irmã Vânia era a responsável pelo transporte da droga. 

“Luciano era um cara muito temido. Ele não planejou a morte do empresário (Mário Gouveia), ele planejou o assalto. Ali ele queria valores e armas. Com a reação da vítima, eles o mataram. O objetivo era levantar recursos, porque Luciano foi apontado com autor de um homicídio, e ele queria levantar valores para pagar o advogado que o estava defendendo”, apontou.

A delegada também ressaltou que o grupo criminoso exigia que comerciantes pagassem certa quantia para a quadrilha. Em troca, os integrantes promoviam a “segurança” de Chã de Cruz.

As investigações tiveram início em setembro de 2018, e segundo a PCPE, foram motivadas por um duplo homicídio cometido por Luciano, nas proximidades do Aldeia Walter Parque, no quilômetro 13 da Estrada de Aldeia. No vídeo, exibido pela polícia na coletiva, o autor do crime dispara vários tiros contra a vítima, e depois foge tranquilamente com a ajuda de um comparsa.

 

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