Jurista André Rui foi condenado pela Justiça de Pernambuco em segunda instância
Jurista André Rui foi condenado pela Justiça de Pernambuco em segunda instânciaFoto: Divulgação/Polícia Civil de Pernambuco

Condenado pela Justiça de Pernambuco em segunda instância pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos públicos e privados, corrupção e ocultação de bens, o jurista André Rui foi preso nessa quarta-feira (10). 

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) divulgou, na manhã desta quinta-feira (11), os detalhes sobre a prisão do jurista, realizada em seu escritório localizado na avenida Bernardo Vieira de Melo, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR). 

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De acordo com a PCPE, André vendia sentenças e praticava fraudes, em conluio com advogados, oficiais de Justiça e empresários, quando atuava na 1ª Vara Cível de Jaboatão dos Guararapes. “Ele vendia sentenças, ou seja, para favorecer um grupo, em causas cíveis, ocorria uma fraude no processo e ele recebia indevida vantagem em razão daquele ofício para beneficiar terceiras pessoas” detalhou o delegado da Polinter, Paulo Furtado. 

“A sua formação não implicará na mudança da forma de julgamento. Embora seja juiz, ele foi expulso pelo TJPE e vai responder como cidadão normal, sem direito a prisão especial”, complementou Paulo.

A prisão de André foi realizada pela Delegacia Interestadual e Capturas (Polinter), do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil.

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça de Pernambuco informou que "A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), de forma unânime, em acórdão de 12 de março de 2019, manteve a pena ao juiz aposentado compulsoriamente e afastado de forma definitiva das atividades do Poder Judiciário Estadual, André Rui de Andrade Albuquerque, pelos crimes de falsificação de documento particular, estelionato, falsificação de documento público, falsidade ideológica e corrupção passiva. Dessa forma, a decisão do Juízo da 3ª Vara Criminal de Jaboatão dos Guararapes, de 17 de março de 2017, que fixou a pena em 17 anos de reclusão e 300 dias-multa (um dia-multa equivale a dois salários mínimos à época do fato), foi ratificada pelos desembargadores. O acórdão se deu em trânsito em julgado, sem a possibilidade de recurso, em 20 de junho de 2019.".  

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