Transplante de órgãos
Transplante de órgãosFoto: Fotos públicas

Como uma das consequências do novo coronavírus, a baixa nos transplantes de órgãos se fez presente nos hospitais. Na contramão, o número de pessoas precisando de um órgão aumentou, em virtude da pandemia, e alguns pacientes estão morrendo devido à espera. Em Pernambuco mil e quinhentas pessoas aguardam na fila de transplante.

Para o médico cirurgião, Claúdio Lacerda, coordenador do setor de transplantes do Hospital Jayme da Fonte, a baixa no número de transplantes feitos deve-se a atenção que vem sendo dada quase que exclusivamente para o combate à Covid-19. O médico chama a atenção da população para que mesmo em tempos de coronavírus, deve estar atenta a possibilidade de doação de órgãos. O profissional conta que no ano passado realizou junto a sua equipe 130 transplantes ao total, atendendo a três hospitais em Pernambuco e outro no estado da Paraíba.

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"Com a pandemia, os pacientes estão morrendo. No último mês foi apenas um transplante. Muitas pessoas no país estão morrendo, isso é um efeito colateral do distanciamento social que não está sendo computado", disse o médico. As pessoas que testaram positivo para a Covid-19 e chegarem a falecer não podem participar da lista de doadores, para ter seus órgãos doados os indivíduos devem ter tido morte cerebral e não com parada cardíaca.

No Estado, segundo os dados do último mês de abril da Central de Transplantes de Pernambuco, mais de mil pessoas aguardam na espera para transplante de rins; 171 para córnea; 129 para fígado, além de algumas dezenas para transplantes de coração.

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