Carros de empresa de alpinismo
Carros de empresa de alpinismoFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Seis dias após partes do corpo humano terem sido encontradas na cacimba da casa, a Polícia Civil de Pernambuco retornou, esta terça-feira (10), ao imóvel do médico cardiologista e advogado Denirson Paes, assassinado e esquartejado aos 54 anos. As investigações agora têm o auxílio de alpinistas. Dois profissionais da empresa Ranger SMS Alpinismo Industrial foram ao local, e uma estrutura com ganchos foi montada ao lado da cacimba, provavelmente para viabilizar a descida. O grupo chegou pela manhã ao condomínio Torquato Castro, no km 13 da Estada de Aldeia, em Camaragibe, no Grande Recife, onde está localizado a residência. Suspeitos do crime, a esposa e o filho do médico, a farmacêutica Jussara Rodrigues da Silva Paes, 54, e o engenheiro civil Danilo Paes, estão presos temporariamente.

A movimentação policial no condomínio é intensa esta terça-feira. Além de viaturas da Polícia Civil - à frente a delegada Carmem Lúcia, da Delegacia de Camaragibe -, também se encontra no residencial pelo menos um veículo do Instituto de Criminalística, que chegou no início da tarde, e um carro do Corpo de Bombeiros.

Restos mortais do médico foram achados dentro da cacimba  na última quarta-feira (4), quando mãe e filho foram detidos. No dia seguinte, os dois tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias, podendo ser ampliada por mais trinta. A esposa está presa na Colônia Penal Feminina Bom Pastor, na Iputinga, Zona Oeste do Recife; e o filho, no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu Lima, no Grande Recife - ambos estão em celas separadas por questão de segurança.

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Até esta o meio da tarde desta quarta, o advogado de defesa de Jussara e Danilo Paes, Alexandre Oliveira, não havia dado entrada ao pedido de habeas corpus para libertação dos suspeitos.

Entenda o Caso
O desaparecimento do médico cardiologista Denirson Paes da Silva vinha sendo investigado há quase um mês. Em um Boletim de Ocorrência registrado no último dia 20 de junho sobre o desaparecimento do marido, a farmacêutica Jussara Rodrigues Silva Paes, 54, alegava que a vítima teria viajado para fora do País e que não teria retornado. A delegada Carmem Lúcia desconfiou do envolvimento dos familiares e solicitou um mandado de busca e apreensão no condomínio em que eles moravam.

Para a polícia, há indícios suficientes da participação de mãe e filho na ocultação do cadáver do médico. Os restos mortais dele foram encontrados, parte na quarta (4) e parte na quinta-feira (5) dentro de uma cacimba na casa onde morava, no condomínio Torquato Castro, na Estrada de Aldeia, em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. As investigações continuam a fim de esclarecer a motivação e a conduta de cada um.

Vizinhos do médico afirmaram que dois funcionários dele prestaram depoimento. Um deles teria afirmado que a esposa da vítima o chamou dias atrás para fechar, com cimento, uma cacimba que já estaria lacrada com uma tampa "bastante pesada para ser carregada por uma pessoa só". O homem teria notado um mau cheiro, mas a farmacêutica alegou que um gato tinha morrido dentro da cacimba.

O segundo funcionário contou à polícia que o médico, pouco antes de desaparecer, tinha explicado a ele que não precisaria mais de seus serviços porque estaria se separando e iria morar no Recife.

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