Gabriela Veloso, fisioterapeuta dermatofuncional
Gabriela Veloso, fisioterapeuta dermatofuncionalFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Estação mais quente do ano, o verão começa oficialmente neste domingo (22). Por isso, é preciso ter cuidados redobrados com a exposição ao sol, especialmente no Nordeste, onde as taxas de radiação são maiores que os índices das outras regiões do País. Entre os riscos do excesso de luz solar para a saúde, está o aparecimento do câncer de pele. Na segunda matéria dedicada ao Dezembro Laranja, a Folha de Pernambuco traz dicas de prevenção, com medidas simples que podem ser praticadas no dia a dia.

Uma delas é o uso diário de protetores e chapéus, que não deve ser restrito a quem vai à praia. A fisioterapeuta dermatofuncional Gabriela Veloso, que atende em clínica no bairro dos Aflitos, Zona Norte do Recife, recomenda que a pele fique exposta ao sol por, no máximo, 15 minutos. “Para quem trabalha com engenharia, em obra, ou quem passa o dia dirigindo, aquele mormaço da janela do carro já é uma exposição. Por um lado, é até bom porque ativa vitamina D. Porém, mais do que esse tempo, já é prejudicial”, alerta. Na praia, a proteção deve ser ainda maior. Por isso, o recomendável é passar protetor no corpo e usar camisa UV.

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Outro aspecto importante que deve ser lembrado é a hidratação. Além do uso de hidratantes, beber água evita o ressecamento da pele. “Chamamos isso de hidratação de dentro para fora. Nós conseguimos hidratar a pele tomando água. Uma pele hidratada é mais protegida, tem menos riscos de sofrer danos com o sol. E nada substitui a água mineral. Água de coco é bom para a saúde porque é rico em carboidratos, tem sais, mas não substitui na hidratação. Chás também não”, informa Gabriela Veloso.

Também há disponíveis no mercado protetores em cápsulas, que complementam a proteção por meio de filtros solares. Em relação aos hidratantes, é preciso prestar atenção aos produtos oferecidos que devem ser utilizados de acordo com as características e necessidades de cada pessoa. “Tem hidratantes que não vão hidratar nada, só um cheirinho. E tem hidratante que é realmente usado para tratamento. É difícil um leigo olhar um rótulo e dizer se é bom ou ruim, por isso sempre indico procurar orientação profissional. Há pessoas que têm pele muito seca, outras têm pele mais oleosa, o que pede outro tipo de hidratante”, explica a fisioterapeuta dermatofuncional.

Provocado pela reprodução e crescimento desordenados de células cutâneas, que são estimuladas pelos raios solares, o câncer de pele nem sempre é identificado com facilidade, já que o estágio inicial da doença se caracteriza pelo surgimento de manchas e pequenas feridas que não causam dor.

Por isso, é fundamental estar atento ao próprio corpo, buscando orientação profissional. “Para quem já teve predisposição genética a ter câncer de pele, os raios conseguem alterar a célula, que pode virar cancerígena e se proliferar. Para que isso não aconteça, a proteção é um hábito de vida que você tem que levar sempre”, ressalta a especialista.

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