Ensino Médio em Pernambuco atinge meta estabelecida pelo Ministério da Educação e tem média 4,0
Ensino Médio em Pernambuco atinge meta estabelecida pelo Ministério da Educação e tem média 4,0Foto: Ed Machado / Arquivo Folha

O desempenho de Pernambuco nas escolas estaduais do ensino médio ultrapassou a média nacional segundo dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2017, divulgado nessa segunda (3) pelo Ministério da Educação (MEC). O Estado obteve média de 4,0 enquanto a média nacional foi de 3,5. Nos anos finais do ensino fundamental, Pernambuco registrou pontuação de 4,5, um resultado acima da meta estabelecida pelo MEC para o ano de 2017 que era de 3,9. Ele acompanhou o grupo de sete estados que também tiveram bons resultados como Rondônia, Amazonas, Ceará, Alagoas, Mato Grosso e Goiás.

Nos Anos Iniciais, com Ideb de 4,8, a rede pública (que envolve as redes municipais) também superou a meta do Ministério de 4,5 para o mesmo período. “Nós tivemos um bom avanço e tudo isso se deu através de um conjunto de estratégias que o Estado tem adotado nos últimos anos. Nós temos as escolas de tempo integral, que tem tido desempenhos muito bons. Também estamos fazendo um trabalho dentro do nosso projeto pedagógico que vai desde a parte curricular até ações diferenciadas com as escolas.”, destaca o secretário de Educação, Fred Amâncio.

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Mesmo o Estado, que antes ocupava o primeiro lugar do ranking com média 3,9 em 2015, tendo aparecido em terceiro lugar neste levantamento, atrás de Goiás (4,2) e Espírito Santo (4,4), essa posição não foi considerada pela pasta como uma queda. “Nós não deixamos de avançar, alcançamos a nossa meta e tivemos bons resultados em todas as etapas de ensino. Somos o único Estado do Brasil que atingiu as metas do MEC nestes 10 anos e estamos muito orgulhosos dos nossos resultados”, disse o secretário. Nesta edição do IDEB 2017, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação, estabeleceram critérios de cálculo da média de proficiência das redes públicas, referente ao ensino médio, tem gerado polêmica.

Foram desconsiderados no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), para a média dos estados, os resultados das Escolas Técnica Estaduais e incluídas no cálculo escolas com baixa participação, permitindo ainda que estados com menor participação preenchessem as notas de estudantes ausentes na avaliação com as notas de estudantes presente. “Essas mudanças beneficiam alguns estados e outros, não. A prévia que tivemos em junto mostraram resultados um pouco diferentes dos divulgados hoje (ontem) e nos prejudicou um pouco”, criticou Fred Amâncio. Inclusive, os governadores da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte publicaram uma carta aberta que foi objeto de ofício do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

Questionado pela reportagem sobre as críticas referentes a essas mudanças citadas pelos gestores, até o fechamento desta edição o Inep não havia se pronunciado. Já o MEC, por meio de nota, afirmando que “Tanto a série histórica do Saeb, desde 1995, quanto à do Ideb, a partir de 2007, jamais consideraram os resultados do ensino técnico. Portanto, incluir estes dados nos resultados do Saeb e do Ideb 2017 os tornaria incomparáveis com as edições anteriores, quebrando assim a série histórica”.

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