O inglês conecta povos de todas as origens
O inglês conecta povos de todas as origensFoto: Divulgação

O inglês é considerado o idioma mais importante do mundo. Basta fazer uma viagem, buscar qualificações no exterior ou tentar oportunidades de trabalho em empresas multinacionais para se dar conta de que essa é uma realidade indiscutível. Seja no turismo, na cultura, na educação ou no mundo dos negócios, a língua que conecta povos de todas as origens é a inglesa.

Ao se darem conta da necessidade de falar inglês, muitas pessoas recorrem a soluções mágicas, que prometem fluência na língua em poucos meses. É comum ver escolas e franquias vendendo resultados praticamente milagrosos. Mas ainda que se trate de demanda urgente, é preciso ter cautela para não cair no “mito do inglês rápido”.

De acordo com o Quadro Europeu Comum de Referências para Línguas ou Common European Framework of Reference (CEFR), que determina os níveis de aprendizagem por tempo de horas estudadas, para se chegar a um patamar intermediário de inglês são necessárias entre 350 e 600 horas de dedicação.

Ou seja, empresas que prometem fluência em 18 meses, por exemplo, fazem propaganda enganosa, pois chegariam a 200 horas de conteúdo, média da classificação do nível básico segundo o CEFR. Não é à toa que a Justiça de São Paulo proibiu a divulgação de ofertas como essa.

Segundo os parâmetros internacionais, o caminho para se aprender um novo idioma deve reunir carga horária adequada e métodos de ensino consistentes. Os resultados a serem alcançados também variam de acordo com conhecimentos e as capacidades de cada pessoa, mas não se pode abrir mão do tempo de qualidade de exposição à língua.


Como resolver a equação tempo x necessidade?

Se não há fórmula mágica para aprender inglês, existem maneiras mais eficientes de construir o aprendizado, para que não se jogue nem dinheiro, nem tempo fora. São recorrentes os casos de pessoas que começam, recomeçam e ainda não concluem cursos. E depois de tudo, mal sabem em que nível de inglês estão.

A primeira coisa a ser feita ao retomar esse processo é um teste de nivelamento para ter certeza do grau de conhecimento acumulado com o que já foi estudado. Há muitas opções gratuitas que podem ser feitas online, como no site do CCAA por exemplo.

O CEFR divide o conhecimento dos alunos em três categorias com seis níveis de domínio: Básico - níveis A1 (iniciante) e A2 (básico); Independente - níveis B1 (intermediário) e B2 (usuário independente); e Proficiente - níveis C1 (proficiência operativa eficaz) e C2 (domínio pleno).

Depois de saber em que nível se está, é possível avaliar quais habilidades - falar, escutar, ler, escrever - estão mais críticas em cada caso e, por isso, merecem mais atenção. Outra questão que deve ser considerada é se há algum propósito específico de uso da língua como, por exemplo, saber se comunicar em uma viagem de férias, participar de reuniões profissionais ou fazer intercâmbios.

Cada um desses fatores ajuda a definir qual a melhor opção de curso e quanto tempo será necessário se dedicar aos estudos para alcançar os resultados esperados. Então, se a ideia é aprender inglês, a pergunta correta a ser feita não é “qual é o caminho mais rápido”, mas sim “quais os métodos e os períodos adequados de estudo” para atingir os objetivos?

Pesquisas indicam que áreas do cérebro ligadas à memória, ao aprendizado e à orientação espacial crescem durante o estudo de outro idioma, pois estimula o cérebro e conexões para fixar palavras, sons e significados novos. Quanto maior a prática e o esforço, maior o armazenamento de informações e a absorção de conhecimentos.

Quanto estudar para se tornar fluente?

Para alcançar o nível proficiente de inglês são necessárias de 1.000 a 1.200 horas de estudos da língua, aproximadamente. O desempenho de cada pessoa pode variar de acordo com diversas variáveis, inclusive se há facilidade ou dificuldade de aprendizado, mas o processo contínuo de conhecimento e aperfeiçoamento da língua, para qualquer um, deve ser por toda a vida.

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