[610] Débora
[610] DéboraFoto: Divulgação/Hospital Especializado

A auxiliar de professora Débora Dantas de Oliveira, de 19 anos, que teve o couro cabeludo arrancado em um acidente de kart no Recife, não terá mais cabelos naturais. A jovem terá que usar prótese capilar pelo resto da vida, segundo o cirurgião plástico Olimpio Colichio Filho, que é diretor clínico do Hospital Especializado, onde a jovem está internada em Ribeirão Preto, São Paulo, desde o dia 18 deste mês. A expectativa dos médicos é que ela tenha alta e possa voltar para casa em meados de outubro.

Nesta terça-feira (27), embarcaram para Ribeirão Preto, uma irmã e uma amiga de Débora. Elas se juntam ao noivo da jovem, o microempresário Eduardo Tumajan, que a acompanha no tratamento desde quando ocorreu o acidente. Segundo o tio de Débora, Douglas Nascimento, a irmã e a amiga viajaram com os custos pagos pelo grupo Big Bompreço, antigo Walmart, que vem prestando assistência financeira desde o acidente. "Ela está respondendo bem ao tratamento. A situação está um pouco mais tranquila", disse Douglas.

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Boletim de quarta
De acordo com boletim médico divulgado no início da tarde desta quarta-feira (28) pelo Hospital Especializado, Débora passou por curativo no centro cirúrgico e apresenta ótima evolução. A auxiliar de ensino infantil havia passado por microcirurgia de dez horas no sábado passado (26) para enxerto da área afetada pelo escalpelamento. O procedimento cirúrgico foi acompanhado pelo médico Marco Maricevich, que atua em Houston, nos Estados Unidos. Ela recebeu um curativo sob anestesia para que a área onde foi realizada a cirurgia fosse reavaliada.

Segundo o cirurgião plástico Olimpio Colichio Filho, especialista em microcirurgia reconstrutiva, todo o couro cabeludo foi arrancado no acidente, inclusive as pálpebras superiores e supercílios "Fizemos na semana passada a reconstrução das pálpebras. O supercílio devemos reconstruir só depois que tiver a ferida cicatrizada, dependendo da evolução dela", disse o médico. Ele diz que as sequelas físicas que podem ficar são cicatriciais, nas costas,onde foi retirado o músculo, e nas pernas, onde foi tirada a pele para o enxerto.

"É uma jovem que tem muita vida pela frente, então temos que lançar mão de recursos e técnicas para tentar fazer com que essa reconstrução permita a ela ter um convívio social adequado", acrescentou o médico, que integra a equipe médica que está atendendo Débora. Ele falou ainda que a jovem já superou bem a fase mais crítica das 48 horas após a cirurgia, quando há o maior índice de complicações. "É difícil falar em data, mas em torno do dia 10, 15 de setembro devemos realizar os enxertos de pele nela. Se até o final de setembro o enxerto pegar, vamos fazer a programação para ela ir para casa", falou.

Colichio disse ficar surpreso com o modo com Débora está lidando com toda a situação. "Para uma jovem de 19 anos ela está reagindo muito melhor do que esperávamos. Ela tem plena consciência do acidente que sofreu, do que vai enfrentar daqui para frente até conseguir ter um convívio social. Ela sabe que tem um período de dois anos de cirurgias consecutivas para ir melhorando o aspecto estético do contorno da cabeça. Mas está reagindo muito bem a tudo isso", falou.

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