Deslizamento de barreira em Abreu e Lima
Deslizamento de barreira em Abreu e LimaFoto: Paullo Allmeida/ Folha de Pernambuco

As chuvas que tomaram conta de boa parte da Região Metropolitana do Recife (RMR) na manhã desta quarta-feira (24) causaram pelo menos 11 mortes, além de diversos pontos de alagamento e deslizamentos. Entre os mortos, está um casal de idosos. Uma grávida de 21 anos está desaparecida. 

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Em Olinda, quatro mortes ocorreram em Olinda, e outra no bairro de Dois Unidos, no Recife, onde houve uma queda de árvore. Já em Caetés II, em Abreu e Lima, outras quatro pessoas não resistiram à queda de uma barreira. O deslizamento atingiu em cheio uma família - morreram o pai, o filho de 15 anos e a filha de 18 anos; e a outra filha, de 21 anos e que está grávida de oito meses, se encontra desaparecida sob os escombros. O vizinho da família também foi atingido pelo barro e faleceu.

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Vítimas fatais de acordo com o Corpo de Bombeiros de Pernambuco:

Olinda
Iraci Maria da Conceição, 78 anos, na Rua Aquarela, no bairro de Águas Comprida
Abraão Batista da Silva, 25 anos, na Rua Arcoverde, no Alto do Sol Nascente
Elisângela - Estrada de Passarinho, em Caixa D´Água
Diego - Estrada de Passarinho, em Caixa D´Água

Recife
Josafá Barbosa da Costa, 34 anos, deslizamento em Dois Unidos, Zona Norte
Natalicio Vicente da Silva, 69 anos, no bairro do Passarinho
Ivonete Maria da Silva, 63 anos, em Caetés, no bairro do Passarinho

Abreu e Lima
Mariana Xavier, 18 anos, no bairro de Caetés II
Luiz Henrique, 15 anos, no bairro de Caetés II
Silvano, 39 anos, no bairro de Caetés II
Dalmir Ferreira dos Santos, 50 anos, no bairro de Caetés II

Três vítimas de deslizamento de barreiras foram hospitalizadas no Hospital Miguel Arraes, em Paulista: Ariana Tereza Xavier da Silva, de 39 anos; José Vicente da Silva, 76 anos; e Lucas Ribeiro da Silva, 21 anos.

Os moradores de Olinda e Paulista, ambas na RMR, estão passando por bastante transtorno. De acordo com uma moradora, “a situação está bem difícil. O pior é que a gente precisa trabalhar, mas não está conseguindo. Sempre que chove é essa história. Os patrões acabam achando que a gente não vai porque não quer. Mas, eles não conseguem ver que a situação fica terrível. Alaga muito e essa água acaba impossibilitando a saída da gente”, relatou a comerciante Neide Melo. 

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