Incêndio atinge a catedral de Notre-Dame
Incêndio atinge a catedral de Notre-DameFoto: AFP

As chamas destruíram, na noite desta segunda-feira no horário local, a emblemática catedral de Notre-Dame de Paris, o monumento histórico mais visitado da Europa, provocando a queda de sua torre e mergulhando o centro da capital francesa em uma grossa camada de fumaça.

O fogo, anunciado por volta de 18h50 locais (15h50 de Brasília), se espalhou rapidamente por toda a estrutura superior do edifício de quase mil anos de idade, provocando a queda de sua torre.

Na noite desta segunda, o comandante da brigada de incêndio dos Bombeiros de Paris, Jean-Claude Gallet, declarou: "Não temos certeza de poder impedir a propagação no campanário norte. Se ele desmoronar, você pode imaginar o tamanho dos danos".

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"Paris está desfigurada. A cidade nunca voltará a ser como antes", lamentou Philippe, francês de 30 anos que estava no entorno.

Tudo está sendo devorado pelas chamas. Não restará nada da estrutura, que data do século XIX de um lado e do XIII do outro", disse à AFP o porta-voz da catedral, André Finot.

Por ora, a causa do incêndio é desconhecida, mas segundo os bombeiros ele está "potencialmente ligado" aos trabalhos de renovação da igreja.

Imensas chamas consumiam parte do teto do monumento gótico da Idade Média, lançando uma fumaça espessa e amarelada que se espalhava por vários quilômetros.

Havia uma missão em curso "para tentar salvar todas as obras de arte" do monumento, informou Emmanuel Grégorie, vice-prefeito de Paris.

Parisienses aos prantos
Centenas de parisienses e turistas assistiam consternados ao incêndio das margens do rio Sena.

"É uma loucura! Não posso acreditar, vou chorar. O teto todo está pegando fogo", disse à AFP Nathalie, francesa de 50 anos.

"É inacreditável! Parte de nossa história está desaparecendo", lamentou Benoît, de 42 anos.

Uma parte da Île de la Cité, no coração da capital, estava sendo evacuada por questões de segurança dos moradores. Pelo Twitter, a polícia de Paris pediu para os franceses evitarem a região e cederem passagem aos veículos de resgate.

O presidente francês, Emmanuel Macron, que adiou uma mensagem ao país prevista para a noite desta segunda-feira em resposta aos "coletes amarelos" e foi à catedral de Notre-Dame de Paris, afirmou compartilhar da "dor de toda uma nação".

Todas as emissoras de TV e redes sociais estão transmitindo imagens da catedral, que faz parte do DNA da capital francesa.

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