O líder norte-coreano Kim Jong-Un com estudantes e professores da Escola Revolucionária de Mangyongdae em Pyongyang
O líder norte-coreano Kim Jong-Un com estudantes e professores da Escola Revolucionária de Mangyongdae em PyongyangFoto: KNS/AFP

A Coreia do Norte advertiu neste domingo (10) que um bloqueio marítimo ao país seria "uma declaração de guerra", em referência a uma das novas sanções os Estados Unidos planejam impor ao país de Pyongyang após o lançamento de seu último míssil balístico.

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Artigo publicado neste domingo (10) no jornal oficial Rodong Sinmun diz que "os movimentos dos Estados Unidos para impor um bloqueio marítimo não podem ser tolerados, por constituírem clara violação da soberania e dignidade de um Estado independente". Segundo o artigo, o governo americano "tenta abertamente impor um bloqueio marítimo contra a República Popular Democrática da Coreia, para estrangular sua economia em tempos de paz". De acordo com o jornal, isso faz parte de um plano que os Estados Unidos (EUA) aplicam "há décadas" para "aumentar o isolamento" da Coréia do Norte.

O comentário, também divulgado pela agência estatal KCNA, ressalta que os tratados internacionais estabelecem que o bloqueio econômico de um país em tempos de paz constitui "um ato ilegal e é considerado uma invasão".

As novas sanções promovidas pelo governo americano, juntamente com as manobras aéreas realizadas na semana passada na península coreana - as maiores até o momento -, representam "abomináveis atos criminosos visando empurrar para uma situação atual para uma fase de guerra catastrófica e incontrolável", afirmam os norte-coreanos.

O artigo alerta o presidente Donald Trump de que "mesmo o menor movimento para implementar um bloqueio marítimo receberá uma resposta de autodefesa imediata e implacável da Coreia do Norte".

A Coreia do Norte lançou, no último dia 29, o Hwasong-15, míssil intercontinental que coloca o país cada vez mais perto de chegar ao território americano com armas nucleares.

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