[Wide] Mulheres
[Wide] MulheresFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

As mulheres seguem sofrendo desigualdade em relação aos homens e, globalmente, só têm reconhecidos três quartos dos direitos que eles possuem, indicou um estudo do Banco Mundial publicado nesta quarta-feira (27). O índice do estudo intitulado "Mulher, Empresa e o Direito 2019: Uma Década de Reformas" é o resultado da compilação de dados recolhidos em 187 países na última década para medir a igualdade de direitos entre homens e mulheres.

"Nos últimos 10 anos foram obtidos avanços consideráveis nas áreas medidas pelo índice [sobre desigualdade]. Durante esse período, a média global aumentou de 70 a 75" - sendo 100 a melhor pontuação -, destacou o Banco em um comunicado. Segundo o estudo, o desempenho da América Latina melhorou, aumentando o nível de igualdade de 75,40 para 79,09 na última década, situando-se no segundo melhor lugar das economias emergentes.

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O Banco Mundial destacou várias reformas na região que buscam estender a licença maternidade, assim como as reformas legais na Bolívia para dar igualdade de oportunidades e combater o assédio sexual no trabalho. A entidade também celebrou a proibição de despedir mulheres grávidas no México.

Entre os bons exemplos, o Banco Mundial citou a Bélgica, Alemanha, França, Letônia e Suécia, países que qualificou com a nota máxima de 100. Há 10 anos, nenhum país tinha este nível de igualdade. "Se as mulheres tivessem as mesmas oportunidades para alcançar seu potencial pleno, então o mundo não só seria mais justo, seria também mais próspero", disse a presidente interina do Banco Mundial, Kristalina Georgieva.

O Banco destacou que 35 países implementaram proteções legais contra o assédio sexual no trabalho, garantindo os direitos de quase dois bilhões de mulheres a mais que há uma década. "A mudança está ocorrendo, mas não rápido o suficiente, e 2,7 bilhões de mulheres continuam tendo o acesso aos mesmos empregos que os homens limitado legalmente", diz Georgieva.

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