Peles de burro que secam no sol em um matadouro especializado licenciado em Baringo, no Quênia
Peles de burro que secam no sol em um matadouro especializado licenciado em Baringo, no QuêniaFoto: Tony Karumba/AFP

A associação de defesa animal Peta pediu nesta quinta-feira ao Quênia que acabe com o abate de burros, cujas peles são exportadas para a China, às vezes ilegalmente, para serem usadas na medicina tradicional, uma prática que aumentou na África.

A ONG Peta (Por uma ética no tratamento de animais) disse à AFP ter feito uma investigação nos matadouros quenianos, onde os burros são cruelmente mortos, ou chegam a eles mortos após longas viagens de caminhões de países vizinhos.

Embora a pele de burro não tenha valor comercial na África, a gelatina que ela contém é muito apreciada pelos médicos chineses tradicionais para tratar a anemia e a menopausa.

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A China é o principal consumidor, e, com a forte queda na sua população de burros, tem recorrido à África para satisfazer sua demanda.

Em resposta, vários países africanos proibiram a exportação de peles de burro e fecharam os matadouros pertencentes aos chineses.

É por isso que agora o Quênia recebe milhares de animais transportados por longas distâncias vindos da Etiópia, de Uganda e da Tanzânia.

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