Jair Bolsonaro, em visita ao Museu The Sixty Floor, em Dallas, Estados Unidos.
Jair Bolsonaro, em visita ao Museu The Sixty Floor, em Dallas, Estados Unidos.Foto: HO / Brazilian Presidency / AFP

Ao receber o prêmio de Personalidade do Ano da Câmara de Comércio Brasil-EUA, nesta quinta-feira (16), em Dallas, no Texas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse lamentar o anúncio recente de que não iria a Nova York para receber a homenagem.

"Não posso ir na casa de outra pessoa onde alguém daquela família não me queira bem." Ele disse ainda que, apesar disso, continuará respeitando os nova-iorquinos e que receber o prêmio era "um momento de felicidade ímpar".

Inicialmente, a homenagem a Bolsonaro seria entregue durante um jantar de gala no Museu de História Natural de Nova York. No entanto, ativistas e políticos fizeram campanha contra a presença do presidente brasileiro na cidade, por conta de suas declarações homofóbicas e sua postura contrária à ciência.

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A pressão, feita inclusive pelo prefeito Bill de Blasio, levou Bolsonaro a desistir de ir a Nova York. A entrega do prêmio foi então transferida para Dallas.

Em seu discurso, Bolsonaro disse também que "o Brasil de hoje é amigo dos EUA" e que quer "o povo e os empresários americanos ao nosso lado". Segundo ele, o país vivia até há pouco "uma política de antagonismo" aos americanos, que eram "tratados como inimigos". Ele não citou nomes nem definiu que políticas eram essas.

A mudança do local da premiação frustrou empresários e líderes que pretendiam se encontrar com Bolsonaro em Nova York, o que levou a um esvaziamento de sua agenda na visita a Dallas.  Na quarta (15), Bolsonaro visitou o ex-presidente George W. Bush. A reunião entre os dois durou cerca de uma hora.

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