Roma
RomaFoto: Andreas SOLARO / AFP

O ministro das Finanças da Itália, Roberto Gualtieri, anunciou oficialmente neste domingo (15) os termos do pacote econômico proposto pelo governo em resposta à pandemia do coronavírus.

As medidas, que somam EUR 25 bilhões (R$ 135 bilhões), estão programadas para serem votadas pelo Legislativo até esta segunda-feira (16). O pacote, segundo a imprensa italiana, inclui o envio de recursos adicionais para o sistema de saúde e uma série de abonos e indenizações.

Para desestimular demissões durante a crise, os funcionários das empresas que paralisaram suas atividades terão direito ao recebimento de um benefício no valor de 80% do salário, pago pelo órgão similar ao INSS brasileiro.

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A medida valeria por nove semanas –ou seja, até meados de maio, dependendo da data de aprovação do decreto.

Além da indenização, os trabalhadores também teriam sua ausência do trabalho por quarentena considerada como licença médica, com os custos bancados pelo Estado.

Por causa do fechamento das escolas, pais de crianças menores de 12 anos que tiveram suas aulas suspensas teriam direito a licença familiar de 15 dias e receberiam, durante esse período, um auxílio de 50% do salário. Mãe e pai não poderiam utilizar o benefício ao mesmo tempo.

Para os pais que não puderem ou não quiserem se ausentar do trabalho, o pacote prevê um voucher de EUR 600 (R$ 3.259) para a contratação de babás. Esse valor aumenta para EUR 1000 (R$ 5.432 ) no caso de trabalhadores da área da saúde, como médicos, enfermeiros e funcionários de laboratórios.

O coronavírus também alterou a rotina do papa Francisco. Neste domingo, ele fez uma saída não programada do Vaticano para rezar pelo fim da pandemia e pelos doentes.

Acompanhado de poucos seguranças, ele foi a pé à basílica de Santa Maria Maggiore. Depois caminhou pela Via Corso, uma das ruas mais movimentadas de Roma, atualmente vazia por causa das medidas adotadas pelo governo.

O papa também visitou a igreja de São Marcelo, que guarda uma cruz de uma procissão em 1522, quando Roma foi atingida pela peste.

O Vaticano afirmou mais cedo que nesta semana as celebrações da Semana Santa e da Páscoa serão realizadas sem a participação do público, uma decisão sem precedentes nos tempos modernos.

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