Aplicativo de mensagens WhatsApp
Aplicativo de mensagens WhatsAppFoto: Pixabay

Um homem de 52 anos, preso e autuado em flagrante por divulgar fotos íntimas da ex-namorada de 19 anos, já ameaçava a vítima há certo tempo. O caso aconteceu nessa terça-feira (12), em Caruaru, Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito é ex-presidente do Central, time de futebol da cidade, e pressionava a mulher a retomar o relacionamento amoroso. Ele chegou a divulgar uma dessas imagens em seu status do WhatsApp. Apesar do flagra, o homem foi liberado após pagar fiança.

A situação começou na tarde da última terça, Dia dos Namorados, quando a jovem foi até a Delegacia da Mulher da cidade prestar queixa. Mesmo com o registro policial, o ex continuou a persegui-la. À noite, após notar a presença do homem dentro de um carro em frente às casa onde mora, a jovem acionou a polícia e desceu para conversar. Ele persistiu com as ameaças.

“Aí a Polícia Militar chegou, abordou ele e encontrou, além das imagens no celular, diversas fotos impressas da vítima dentro do carro dele”, explica o delegado Ighor Nogueira, plantonista responsável pelo registro do caso. Ighor relata que os dois se conheceram dentro do clube esportivo. “Ela teve um relacionamento bem breve com ele. Coisa de dois meses. Aí não quis mais e ele começou a ameaçar, dizendo que se ela não voltasse ia postar essas fotos”, conta.

O suspeito não tinha antecedentes criminais. Foi solto após pagar fiança de R$ 1.500. Mas responderá pelos crimes de constrangimento ilegal e ameaça, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela Lei Maria da Penha.

Por meio de nota, o Central esclareceu que “os fatos dizem respeito à vida privada dos envolvidos, nada tendo relação com suas condutas profissionais, não ocorrendo em momento algum fatos relacionados nas dependências do clube ou no exercício de suas funções”. Ainda, segundo a nota, o dirigente foi demitido do time após o fim do Campeonato Brasileiro da Série D do ano passado.

Sobre a vítima, o clube explicou que ela prestava “serviços administrativos ao departamento social, tendo sempre atuado de forma ética e profissional”. O caso deve ficar sob responsabilidade da Delegacia da Mulher de Caruaru.

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